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Governadores região Sul: Maputo quer industrializar a província para promover emprego

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A região sul vai ser representante por Daniel Chapo, Margarida Mapandzene e Júlio Parruque. O Governador de Maputo diz que o maior desafio é industrializar a província com vista a promover emprego para os jovens. A Governadora de Gaza afirma que o combate à fome e seca é foco. O Gestor de Inhambane já tem traçadas acções para o desenvolvimento dos sectores de agricultura e turismo.


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Nacional

PR nomeou através de despachos presidenciais separados os Secretários de Estado Provinciais

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Dinis Chambuiane Vilanculos, para o cargo de Secretário de Estado na provincia de Niassa; Armindo Saul Atelela Ngunga, para o cargo de secretário de Estado na provincia de Cabo Delgado; Mety Oreste Gondola – para o cargo de secretário de Estado na provincia de Nampula; Judith Emília Leite Mussácula Faria, para o cargo de secretário de Estado na provincial de Zambézia; Stella da Graça Pinto Novo Zeca, para o cargo de secretária de Estado na provincia de Sofala; Edson da Graça Francisco Macuacua, para o cargo de secretário de Estado na província de Manica; Ludimila Mwaa Rafael Maguni, para o cargo de secretária de Estado na província de Inhambane; Amosse Júlio Macamo, para o cargo de secretário de Estado na província de Gaza; Vitória Dias Diogo, para o cargo de secretária de Estado na província de Maputo; Sheila de lemos Santana Afonso, para o cargo de secretário de Estado na cidade de Maputo.


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Nacional

PR: “povo não vive de promessas mas de realizações”

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 Presidente da República orienta os novos governadores a responderem as expectativas da população de ter um bem-estar social. Filipe Nyusi adverte os governadores a não fazerem promessas que não vão conseguir alcançar porque o povo não vive de promessas mas de realizações. O chefe do estado disse os gestores para que não confundam bens públicos com propriedade privada.  


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Livro nas escolas até 25 de Janeiro

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Os cinco distritos a norte de Cabo Delgado vão continuar privados de energia eléctrica por mais tempo devido à dificuldades de reposição da linha sobre o rio Messalo, derrubada a 11 de Janeiro, pela força das águas. No terreno, a equipa da Electricidade de Moçambique (EDM) está com dificuldades para estabilizar os pórticos de suporte alternativos, uma vez que o rio tende a inundar mais áreas. A travessia da linha no rio Messalo era assegurada por duas torres. A torre sul tombou em Fevereiro de 2018 e a norte foi arrastada pela corrente da água, na noite de 11 de Janeiro. A expectativa inicial era de o trabalho ser concluindo hoje, permitindo que os 15.200 clientes de Muidumbe, Nangade, Mueda, Mocímboa da Praia e Palma voltassem a ter energia, mas tal não vai acontecer dadas às circunstâncias prevalecentes. A linha danificada pelo transbordo do rio parte da Subestação de Macomia para a de Ouasse, a partir de onde são alimentados os cinco distritos. Face à situação, Feliciano Massingue, director-geral de Transmissão na EDM, disse ao “Notícias” que a solução é a montagem de uma linha ao longo da estrada que liga Macomia e Muidumbe, ao invés de continuar a insistir em seguir o traçado inicial. Explicou que já existe uma linha que parte da Subestação de Ouasse em direcção ao sul da província, carecendo de extensão até interligar-se com a que sai da Subestação de Macomia, agora interrompida na travessia do rio. Entretanto, a montagem da linha ao longo da estrada, com travessia do rio Messalo em três pontes, poderá levar pelo menos 30 dias, de acordo com Feliciano Massingue. Esta é a segunda vez que há uma queda de torre de transporte de energia nesta zona, em resultado do transbordo do rio Messalo. A primeira foi em 2018, privando os cinco distritos de corrente eléctrica durante cinco dias. O incidente ocorre numa altura em que a EDM estava à espera do fim das chuvas para reconstruir a linha na zona do rio, o que passa por uma nova configuração do traçado e implantação de torres com fundações especiais.


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Dívidas não declaradas: Julgamento será este ano

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As autoridades judiciais asseguram que o processo principal das chamadas dívidas não declaradas deverá ser julgado ainda este ano, como um dos passos para a descoberta da verdade material, responsabilização dos autores e recuperação do valor da fraude. Actualmente se aguarda pela decisão do Tribunal Superior de Recurso, para onde os 20 arguidos recorreram do despacho de pronúnciaproferido pela juíza da 6.ª Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo. O Tribunal Superior de Recurso deverá pronunciar-sesobre se mantém a decisão da primeira instância ou se dá provimento à reclamação. Havendo manutenção da pronúncia, o processo vai a julgamento e,caso o recurso seja aceite, abrir-se-á espaço para a alteração da decisão. No processo, que corre sob o registo 130/11/2019/PGR, os 20 co-arguidos são acusados dos crimes de associação para delinquir, chantagem, corrupção passiva, peculato, abuso de cargo ou função, violação de regras de gestão, falsificação de documentos, uso de documentos falsos, posse de armas proibidas e branqueamento de capitais, com as modificações decorrentes da prova recolhida. Dezanove dos vinte arguidos respondem ao processo em prisão. Trata-se de Teófilo Nhangumele, Bruno Tandane, Cipriano Mutota, Armando Ndambi Guebuza, Gregório Leão, António Carlos do Rosário, Ângela Buque Leão, Maria Inês Moiane Dove, Fabião Mabunda, Sérgio Namburete, Manuel Renato Matusse, Sidónio Sitoe, Crimildo Manjate, Mbanda Buque Henning, Khessaujee Pulchand, Simione Mahumane, Naimo Quimbine, Márcia Caifaz Namburete e Zulficar Ahmad. Elias Moiane é o único que foi restituído à liberdade mediante pagamento de caução. As dívidas não declaradas foram contraídas pelas empresas ProÍndicus, EMATUM e MAM, com garantias do Estado.


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Cimeira de Investimento Reino Unido-África: Novas rotas para emprego mercados e investimentos

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O investimento directo estrangeiro, resultante de parcerias público-privadas, foi determinante para alavancar a economia moçambicana nos últimos cinco anos. O Presidente da República, Filipe Nyusi, mantém a aposta nesta estratégia no presente mandato de modo a viabilizar a capacidade produtiva existente em praticamente todas as áreas. Intervindo ontem na Cimeira de Investimento Reino Unido-África, realizada na capital britânica, Londres, o Chefe do Estado explicou que Moçambique é um país com muita riqueza por explorar, desde a terra fértil para a agricultura, mar para a pesca e como rota de transporte, passando pelas diversificadas fontes de energia e importantes reservas eco-turísticas, até desaguar no capital humano,cuja qualidade garantiu que está a crescer. “Como Governo, estamos a trabalhar para assegurar a estabilidade e segurança, mas também para melhorar o ambiente de negócios através da redução da burocracia e combate à corrupção a todos os níveis. A nossa visão é que as políticas macroeconómicas têm de ser prudentes de modo a evitarmos que os riscos financeiros incomodem a economia…”, explicou Filipe Nyusi, que integrou um painel sobre o tema “Oportunidades de desenvolvimento em África”, em que participou também o Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouatara, e o Primeiro-Ministro das Maurícias, Pravind Jugnauth. Sobre a estratégia para assegurar que os investimentos captados nas diversas parcerias sejam orientados para beneficiar a agricultura, sector que o Chefe do Estado sublinhou como prioritáriopara o país, Nyusi explicou que uma das preocupações do seu Governo é promover a justiça social, razão porque todo o esforço que se faz é paragarantir que os moçambicanos sejam os primeiros beneficiários do desenvolvimento. Na abertura do painel, o antigo Presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Donald Keberuka, reconheceu aquilo a que chamou de “impressionante habilidade do continente africano de resistir” quando o mundo inteiro acreditava que a maior vítima da crise internacional seria África. Segundo ele, o desastre acabou por ser grave “apenas” pelo impacto negativo que teve a redução dos preços das matérias-primas. Segundo Keberuka, “África não é mais um mercado exótico. É um mercado igual a muitos outros. África é África, mas são 54 países diferentes uns dos outros…”. Como potencialidades do continente, o orador identificou as dinâmicas demográficas, nomeadamente o aumento da população que, segundo disse, é um activo de longo prazo; o aumento de jovens formados que entram para o mercado de trabalho; a digitalização e o uso das oportunidades que ela trouxe para fazer as coisas de maneira diferente. Como grandes desafios, enumerou a necessidade de melhorar a logística, não apenas em termos de infra-estruturas e de expansão dos mercados. “É preciso manter o ritmo de reformas no ambiente económico e adaptar melhor a nossa educação para aquilo que de facto são as necessidades do continente”, recomendou. Nas várias intervenções que integraram o painel, foi vincada a importância de se melhorar a percepção que se tem em relação ao risco de investir em África, no pressuposto de que nem sempre ela corresponde àcaracterização que se faz. Também se referiuàrelevância de os empresários africanos melhorarem a interacção entre si, de modo a fortalecer a sua capacidade de integrar cada vez maiores parcerias, assumindo que “ as soluções africanas não são só aplicáveis para África”. A Cimeira de Investimento Reino Unido-África terminou ontem com o compromisso do Governo britânico de abraçar novas iniciativas de financiamento para reforçar as relações comerciais com África, apoiar os países na sua ambição de transformar as suas economias e ajudar o continente a desenvolver o seu potencial Mais de 6.5 biliões de libras deverão ser aplicados em investimentos que vão beneficiar negócios em África e no Reino Unido e potenciar sectores como energia, infra-estruturas e tecnologia. Ainda ontem, à margem da cimeira, o Presidente Filipe Nyusi manteveencontros bilaterais com diversas personalidades presentes em Londres, como o Príncipe Harry de Sussex;o Ministro britânico para o Investimento, Graham Stuart;e o Primeiro-ministro das Maurícias. Hoje, o Chefe do Estado vai dirigir uma mesa-redonda sobre Moçambique, subordinada ao tema “Abrindo oportunidades no sector de agricultura e cadeia de valor resultantes dos desenvolvimentos nos projectos de gás liquefeito”. Oevento contará com a participação de representantes do Standard Bank, do Instituto Blair, da Exxon Mobil e da Plexus. No final está prevista a assinatura de um memorando de entendimento entre a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e a Invest in Africa.


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