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Nacional

Oswaldo Petersburgo efectuou este sábado uma visita de trabalho ao Conselho Nacional da Juventude

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O Secretário de Estado da Juventude e Emprego garante recorrer a fontes de financiamento alternativas ao Orçamento do Estado para viabilizar os programas de desenvolvimento do sector. De visita ao Conselho Nacional da Juventude, Oswaldo Petersburg diz haver alinhamento entre os anseios da camada jovem moçambicana e as políticas do governo.


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Economia

FMI sugere cautela no uso de receitas fiscais do gás

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O FUNDO Monetário Internacional (FMI) sugere que Moçambique aplique de forma cautelosa as receitas fiscais relacionadas com a exploração do gás natural, considerando a sua limitada capacidade de realização de despesas. De acordo com o Subdirector-Geral da instituição,Tao Zhang, o país está prestes a tornar-se um dos maiores exportadores do gás natural liquefeito (GNL) do mundo, prevendo-se que o Tesouro moçambicano comece a receber receitas fiscais avultadas até ao final desta década. “Evidentemente, tendo em conta as enormes necessidades de desenvolvimento de Moçambique – colmatar a lacuna infra-estrutural, combater a pobreza, etc – uma parte destas receitas terá de ser destinada à melhoria do bem-estar da população”, disse Zhang. Entretanto, segundo ele, dada a volatilidade dos mercados globais de mercadorias, é necessário criar amortecedores orçamentais e, deste modo, garantir a continuidade do investimento público e das despesas sociais ao longo do tempo. Em entrevista exclusiva ao “Notícias”, Tao Zhang disse que, em última análise, caberá a Moçambique decidir quanto quer gastar e quanto deve poupar dos recursos financeiros provenientes do gás natural. “Instituições internacionais, como o FMI, podem ser úteis para dar a conhecer as experiências dos nossos países-membros nesta área”, disse. Na entrevista, a ser publicada na íntegra na nossa edição da próxima segunda-feira, o Subdirector-Geral doFMI faz referência ao fundo soberano a ser criado no contexto da gestão das receitas provenientes da exploração do gás natural, frisando que cabe ao país escolher o modelo que julgue adequado à sua realidade. “Se o Governo precisa da nossa ajuda estamos dispostos a transmitir a nossa experiência e conhecimento sobre o que os outros países fizeram, ajudando, como isso, as autoridades moçambicanas a tomarem a sua decisão”, afirmou.


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Nacional

Verónica Macamo enaltece apoio da Noruega

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A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, enaltece o apoio que o Governo da Noruega tem prestado ao nosso país em programas ligados ao género. Macamo fez este pronunciamento durante as conversações que manteve na tarde de ontem, quinta-feira, em Maputo, com o Ministro do Desenvolvimento Internacional da Noruega, Dag-Inge Ultstein, em Maputo. No encontro, segundo um comunicado de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, os governantes passaram em revista o estágio das relações de amizade e cooperação entre Moçambique e Noruega. “Manifestaram, igualmente, o desejo da realização de consultas bilaterais”, refere o comunicado a que a AIM teve acesso. O ministro norueguês integra a delegação de Sua Alteza Real Príncipe Herdeiro Haakon, que se encontra a efectuar uma visita de três dias a Moçambique, a convite do Presidente da República, Filipe Nyusi. Na quarta-feira, os governos de Moçambique e Noruega assinaram um acordo de cooperação no sector energético que visa capacitar o país em matérias de exploração sustentável de hidrocarbonetos.


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Nacional

Pedro Pires envia condolências pela morte de Marcelino dos Santos

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O Chefe do Estado moçambicano, Filipe Nyusi, recebeu hoje uma mensagem de condolências endereçada pelo antigo Presidente da República de Cabo Verde, Pedro Pires, pelo falecimento do Herói Nacional, Marcelino dos Santos, ocorrido terça-feira em Maputo. Na mensagem, o ex-Presidente cabo-verdiano refere que foi com muita pena que tomou conhecimento do falecimento do querido camarada Marcelino dos Santos. Com esta perda, segundo o estadista, Moçambique e o seu povo ficaram privados de uma das suas referências maiores no combate árduo e paciente pela dignidade e libertação da dominação colonial e do portador idealista dos sonhos da igualdade, da fraternidade e do progresso equitativo para todos os moçambicanos e africanos, no geral. “Por esta perda irreparável, apresentamos à Vossa Excelência e, também, por vosso intermédio, à família enlutada e à nação moçambicana, na sua plenitude, as nossas condolências entristecidas e manifestamos a nossa solidariedade fraterna nesta ocasião de consternação e de dor, representada pela morte do vosso Herói Nacional, com quem tivemos o privilégio de partilhar uma longa caminhada de desassossego, de combate intenso de insucessos e, finalmente, de grande vitória emancipada”, lê-se na mensagem. Para o antigo Presidente cabo-verdiano, Marcelino dos Santos pertenceu à geração pioneira e visionária dos grandes patriotas africanos, originários das antigas colónias de Portugal, entre os quais se destacavam as figuras épicas de Amílcar Cabral, Eduardo Mondlane, Agostinho Neto, Viriato Cruz, Lúcio Lara e Mário Pinto de Andrade. Estas figuras, juntas, e, solidariamente, souberam forjar os caminhos difíceis do combate solidário e duro que culminaram com a libertação e a independência dos países e povos então oprimidos e humilhados. “Para com estes grandes africanos, a nós, os seus companheiros e herdeiros, fica-nos a dívida moral, a cumprir, de lealdade, de reconhecimento e de respeito de memória”, sublinha o ex-governante. “Neste momento de pesar, também de meditação, da partida do último companheiro daquela geração de fundadores, inclinamo-nos, em companhia dos seus admiradores moçambicanos, cabo-verdianos, angolanos, guineenses, são-tomenses e africanos, no geral, perante a figura épica de um combatente de liberdade intrépido e de homem de Estado lúcido e probo, que foi Marcelino dos Santos, a quem rendemos a homenagem de companheiro de combate, de correligionário de causas e de amigo de todos os momentos da caminhada de luta e sonhos que foi e tem sido a nossa vida”, acrescenta a mensagem.


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Nacional

Marcelino dos Santos: Oposição cabo-verdiana recorda “companheiro de todas as horas” de Amílcar Cabral

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O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) destacou ontem Marcelino dos Santos como um “combatente exemplar” e lembrou que foi “companheiro de todas as horas” de Amílcar Cabral, Samora Machel, Agostinho Neto e Aristides Pereira. Numa mensagem de pesar, a líder do maior partido da oposição cabo-verdiana, Janira Hopffer Almada, recordou que o fundador da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), Marcelino dos Santos, foi “um dos grandes ícones das lutas de libertação das antigas colónias portuguesas e dos povos africanos”. “Marcelino dos Santos foi um companheiro de todas as horas de Amílcar Cabral, Samora Machel, Agostinho Neto, Aristides Pereira, Joaquim Chissano e tantos outros, os quais escreveram com letras de ouro o processo conducente à independência nacional dos nossos países”, lê-se na nota citada pela Lusa. “Momentos históricos que jamais serão esquecidos, pelos enormes sacrifícios consentidos, pelo elevado espírito patriótico sem falhas, pela clarividência de uma inteligência ímpar, pelo amor à pátria e às nobres causas dos povos sob jugo colonial”, prosseguiu-se na nota do PAICV. Para Janira Hopffer Almada, que também é vice-presidente da Internacional Socialista, Marcelino dos Santos foi “um combatente exemplar nas várias frentes da luta, distinguindo-se sempre, muito em particular nas relações diplomáticas, e ainda no contributo maior que dedicou à edificação do Estado de Moçambique no pós-independência”. E recordou que Marcelino dos Santos foi “um amigo e um camarada de longa data, de muitas e inesquecíveis lutas, de elevada estatura moral e patriótica, um homem com apurado sentido de Estado e cujo rico legado, certamente, irá inspirar muito, em particular, a juventude”. A líder partidária cabo-verdiana endereçou votos de pesar ao “partido-irmão” Frelimo e sentimentos de “maior conforto” à família enlutada. Marcelino dos Santos morreu na terça-feira aos 90 anos, emsua casa, em Maputo, vítima de uma paragem cardíaca, anunciou o médico pessoal. Natural de Lumbo, junto à Ilha de Moçambique, na província de Nampula, fez parte com Samora Machel e Urias Simango do “triunvirato” que chefiou a Frelimo após a crise aberta com o assassínio de Eduardo Mondlane, em 1969. Após a independência, exerceu, entre outros cargos, o de presidente da Assembleia da República de Moçambique, entre 1986 e 1994, último lugar institucional que ocupou, apesar de ter continuado na vida política.


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