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Em Magude: Professores primários de Maputo pedem fim de turmas ao ar livre

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Professores do ensino primário de oito distritos da província de Maputo pediram na tarde de ontem, em Magude, ao Presidente da República, Filipe Nyusi, o fim de turmas ao ar livre nas escolas, de modo a melhorar o seu desempenho no processo de ensino e aprendizagem. Trata-se de professores dos distritos de Matutuíne, Namaacha, Boane, Moamba, Matola, Marracuene, Manhiça e Magude, que alegam que o funcionamento de aulas ao ar livre está a colocar em causa a qualidade do ensino e aprendizagem. A classe de professores acrescentou que naquelas condições de trabalho o programa pedagógico não se cumpre na totalidade, porque tem havido interrupção de aulas durante o ano lectivo, sempre que ocorrem intempéries. Os docentes reclamaram ainda, junto do Presidente da República, da falta de pessoal de apoio nas escolas primárias, facto que concorre para o mau ambiente de trabalho e que desmotiva, de certa forma, os professores. A falta de políticas ou programas de promoção de habitação ou aquisição de espaços para fixação de residências de professores e/ou a falta destas nas escolas fazem parte da lista das preocupações apresentadas. Outro problema mencionado pelo grupo é relativo à falta de pagamento do subsídio de localização em alguns distritos da província de Maputo. Em forma de resposta, o Presidente da República afirmou que todas as reclamações apresentadas pelos professores foram anotadas e acolhidas, pelo que vão ser analisadas com mais pormenor para se encontrar uma solução equilibrada.


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PR avalia execução do PQG 2015/2019: Adversidades condicionaram resposta a algumas preocupações

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As adversidades que marcaram o ciclo de governação prestes a findar condicionaram a implementação do correspondente Plano Quinquenal (2015-2019), acabando por determinar o adiamento de respostas a algumas preocupações populares. O Presidente da República, Filipe Nyusi, em visita de trabalho à província de Maputo, explicou os contornos destes constrangimentos no comício que orientou, ontem, no Posto Administrativo de Panjane, distrito de Magude. Apontou, por exemplo, a conjuntura económica internacional,a retirada do suporte directo ao Orçamento do Estado pelos parceiros de apoio programático,a depreciação do Metical e os fenómenos naturais que se abateram sobre o país em praticamente todos os anos ao longo do quinquénio. Estes factores, segundo o Chefe do Estado, ditaram o desvio dos parcos recursos disponíveis para responder a necessidades imediatas em sectores sociais, entre as quais educação, saúde, justiça e assistência social. “Nós conhecemos as preocupações do país e da província de Maputo em particular, mas houve necessidade de se redefinir prioridades para garantir a alimentação, assistência médica e disponibilização de insumos para impulsionar a produção e a produtividade”, disse. O esclarecimento surgiu em resposta a uma preocupação reiterada da população de Magude, sobre a necessidade de construção de uma ponte sobre o Rio Incomati para a circulação de pessoas, um pedido que já tinha sido apresentado ao Presidente da República, em 2016. Filipe Nyusi disse que esta preocupação não foi esquecida, que uma solução seria apresentada num futuro não muito distante. Afirmou que tal como o problema da população de Magude, há outras preocupações colocadas pelo país fora que ainda não tiveram solução, como consequência destas adversidades. “Nós não esquecemos e não fugimos dos nossos problemas, mas sempre que é necessário redefinimos a nossa forma de actuação para responder todas as questões de uma forma faseada”, referiu Filipe Nyusi, que falava num comício popular em Panjane. Neste local, a população pediu ainda a reabilitação e reconstrução das estradas Magude Sede – Mapulanguene, a atribuição de espaços para habitação de jovens, bem como a elevação da categoria do centro de saúde local. Sobre esta última questão, Nyusi lembrou que, na quarta-feira, o país testemunhou o lançamento da iniciativa “Um distrito, Um hospital”, que prevê a construção de 90 hospitais de referência em igual número de distritos. Magude, segundo referiu, faz parte dos distritos que vão receber dos primeiros 15 hospitais que serão erguidos ao abrigo desta iniciativa, num prazo não superior a 20 meses. Para além do comício popular, o Chefe do Estado visitou ontem uma empresa de produção e multiplicação de gado bovino e orientou uma reunião com professores primários da província de Maputo. A visita prossegue hoje com a deslocação ao distrito de Boane, onde deverá visitar infra-estruturas sociais, económicas, bem como manter encontros com a população. ALCIDES TAMELE


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População pede ponte e reabertura da fronteira de Mapulanguene

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A população do distrito de Magude, província de Maputo, pediu hoje, ao Presidente da República, Filipe Nyusi, a construção de uma ponte sobre o rio Incomati e a reabertura da fronteira de Mapulanguene, com a África do Sul. A solicitação foi manifestada num comício público orientado pelo Chefe do Estado, no âmbito da visita presidencial de dois dias, que efectua à província do Maputo. A visita do Presidente visa avaliar o grau de realizações do Governo durante o mandato preste a terminar e auscultar as necessidades de cada província. Os cidadãos de Magude argumentam, que a necessidade da ponte sobre rio Incomati deve-se à ocorrências de colisões na ponte, que transita comboio, viaturas e peões, o que dificulta a mobilidade e o fluxo de tráfego através daquele empreendimento. Igualmente, desejaram ver a fronteira de Mapulanguene reaberta, para facilitar a comunicação com o vizinho África do Sul. Relativamente à construção da ponte, o Presidente disse, que trata se de um problema já conhecido e a sua solução foi traçada. Explicou que construção da ponte com uma extensão de 500 metros, é avaliada em cerca de 25 milhões de dólares norte-americano, e até ao momento não foi edificada, porque nos primeiros dois anos do mandato, o distrito foi assolado pela seca. “A estiagem e a seca fez com que o Governo prioriza-se acções de emergência, para fazer face à crise, como distribuição de comida às populações e projectos de disponibilização de água às comunidades”, salientou. E, quanto ao pedido de reabertura da fronteira de Mapulanguene, o Presidente referiu que a ideia é benéfica, mas é um processo muito complexo, porque exige interacção dos dois países vizinhos, nomeadamente, Moçambique e África do Sul. Sendo assim garantiu que vai se analisar o caso e estudar a visibilidade do projecto.


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Moçambique quer avaliar pobreza no país

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O Instituto Nacional de Estatística (INE) de Moçambique vai introduzir no Inquérito sobre Orçamento Familiar (IOF) um caderno individual para a avaliação da pobreza no país, anunciou ontem o organismo, em conferência de imprensa. “Para o próximo inquérito, cada pessoa maior de 15 anos vai ter um caderno, em que vai anotar todas as despesas que faz fora, isto para que aqueles gastos individuais sejam somados ao gasto do agregado familiar”, disse o director nacional de Censos e Inquéritos do INE, Arão Balate. Balate adiantou que o INE vai duplicar o tempo de presença dos recenseadores nas residências do universo populacional escolhido para o IOF de 2019/20. “Nos inquéritos passados nós ficávamos sete dias, mas para o próximo inquérito vamos ficar mais 14 dias”, acrescentou o director do INE, citado pela Lusa. O inquérito vai arrancar em Novembro e vai avaliar, durante um ano, as despesas e receitas dos agregados familiares moçambicanos, sendo por isso a “base fundamental para a actualização da linha de pobreza do país”. “Estamos a prever que em Abril teremos o relatório analítico e, meses depois, teremos a actualização da linha de pobreza, mas só em 2021”, referiu o INE. O custo do IOF está avaliado em cinco milhões de dólares e o montante é financiado pelo Banco Mundial. O censo vai abranger mais de 13 mil agregados familiares, dos seis milhões que existem no país.


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Tráfego condicionado na avenida marginal

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O tráfego na Avenida Marginal, no troço entre o Centro de Conferências Joaquim Chissano e a Rua do Palmar (antigo Mercado do Peixe), estará condicionado, a partir das 20 horas de amanha e por um período de nove (9) dias, para dar lugar a construção de duas estruturas de drenagem de águas pluviais, das áreas circunvizinhas do novo Complexo da Embaixada dos Estados Unidos da América. O Conselho Municipal de Maputo (CMM) e a Comissão de Implementação da extinção da Empresa de Desenvolvimento de Maputo Sul, E.P. (EDMS) deram conta que o troço estará interdito totalmente amanhã e depois (sábado e domingo) e a 27 e 28 de Julho. Nos restantes dias estará condicionado das 5.30 às 20 horas e fechado no restante período. A retoma da circulação normal está prevista para o próximo dia 29 de Julho. Para garantir uma circulação segura de veículos durante o período, será observado o plano de gestão de tráfego, projectado para efeito.


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Acidentes de viação mataram 30 pessoas na semana passada em Moçambique

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Trinta pessoas morreram na semana passada, vítimas de acidentes de viação, contra 24 do período homólogo de 2018, informou ontem, em balanço, o Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM). Segundo a PRM, os acidentes, registados entre 06 a 12 deste mês, causaram 22 feridos graves, contra 26 em igual período do ano passado, e 40 feridos ligeiros, contra 20. A velocidade excessiva, má travessia do peão e condução sob efeito de álcool foram as causas da sinistralidade registada no período em causa. No total, a Polícia moçambicana registou, na semana passada, 25 acidentes de viação contra 39 do período homólogo de 2018. Ainda na semana passada, foram detidas 1476 pessoas em todo o país, sendo 1263 por violação de fronteira e 213 por prática de vários delitos.


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Nyusi indignado com queimadas em Matutuine

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, disse na manhã de hoje, que está muito triste com a prática de queimadas que ocorre no distrito de Matutuine, principalmente, nas proximidades da Reserva Especial de Maputo. O Chefe do Estado revelou a sua indignação num comício popular, por ocasião da cerimónia do lançamento do projecto “Um distrito, Um hospital distrital”, na Ponta do Ouro, posto administrativo de Zitundo, distrito de Matutuine, província de Maputo. Nyusi mostrou-se indignado porque, Matutuine é um distrito turístico e possui uma reserva rica em diversas espécies de animais. No seu discurso, o governante apelou ainda à toda população, desde crianças, jovens, adultos, líderes comunitários e membros do governo distrital para se empenharam nas campanhas de educação cívica sobre protecção ambiental e o gosto pela natureza. Segundo o presidente a população queima mata para caçar ratazanas, o que coloca em risco o habitat natural dos animais selvagens, e este tipo de acções podem igualmente, provocar a movimentação de animais selvagens para os campos de produção de alimento. Explicou que a situação é mais grave porque além de desflorestamento, muitos animais morrem vítimas de queimadas descontroladas. Referiu que os animais que se encontram na Reserva do Maputo estão em risco e o acto concorre para afugentar o turismo e impedir o desenvolvimento do distrito, da província e do país no geral.


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Presidente Nyusi procede ao lançamento do projecto “Um distrito, Um hospital distrital”

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, procedeu esta manhã, no posto administrativo da Ponta do Ouro, na província de Maputo, ao lançamento do projecto “Um Distrito, Um Hospital Distrital”. A iniciativa presidencial vai resolver a falta de uma unidade de referência na Ponta de Ouro, o obrigava a população a deslocar-se para a vizinha África do Sul para cuidados médicos. O distrito de Matutuíne possui 42 mil habitantes e 13 postos de saúde. Numa primeira fase a iniciativa presidencial prevê a construção de 15 unidades sanitárias de referência, de um total de 90 hospitais a serem edificados em igual número de distritos Segundo explicação apresentada no local, a unidade sanitária, vai ter serviços de urgência, bloco operatório, maternidade, casa de mãe espera, residência de pessoal de trabalho, cozinha, depósito elevado para água, morgue e possui uma área de expansão do hospital caso haja crescimento população de Matutuíne. O projecto Presidencial visa acelerar a implantação e apetrechamento de infra-estruturas para o funcionamento de hospitais de nível distrital, para garantir que, em curto espaço de tempo, Moçambique expanda a cobertura de serviços e cuidados de saúde de qualidade a todas as regiões do País, particularmente nas zonas rurais. A iniciativa presidencial a ser implementada pelo Ministério da Saúde (MISAU), em coordenação com o Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural (MITADER). Neste momento o Presidente da República está a orientar um comício popular.


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