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Retoma aulas presenciais Unicef, Unesco e parceiros mobilizam 15 milhões USD para o governo

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Disponíveis 15 milhões de dólares norte-americanos para apoiar a retoma das aulas presenciais em Moçambique. Mobilizado pelo UNICEF, UNESCO e outros parceiros, o montante será aplicado na criação de condições de higiene e saneamento nas escolas nacionais. Moçambique é um dos 191 países do mundo que encerraram as escolas por causa da COVID-19. Decorridos 4 meses após a Organização Mundial da Saúde declarar a COVID-19 como uma pandemia Global, as aulas presenciais tem vindo a retomar um pouco por todo o mundo, exigindo dos governos locais esforços financeiros adicionais para garantir a higienização dos recintos escolares e descongestionamento das salas de aula. Neste contexto, em Moçambique, o UNICEF, UNESCO e outras organizações mobilizaram, através da Parceria Global para a Educação, dinheiro para apoiar a retoma das aulas presenciais, num ambiente são, limpo e livre da contaminação do novo coronavírus. A retoma das aulas presenciais foi anunciada há dias pelo executivo e deverá observar três fases. O UNICEF e UNESCO apoiam a iniciativa do governo, porque entendem que o acesso à educação é um direito adquirido das crianças. Mas, apelam a criação de condições de higiene e saneamento antes do reinício das aulas presenciais. Em Moçambique, apenas 30% das escolas tem condições criadas de higiene e saneamento antes do reinicio das aulas.


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Medidas de estado de emergencia respondem a realidade das condições de vida dos moçambicanos

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Partidos políticos sem assento parlamentar, na Assembleia da Republica, consideram ser arriscado a retoma das aulas no país, devido a actual situação epidemiológica da COVID-19. Outros partidos defendem que, em caso de retoma, as igrejas deviam ser transformadas em salas de aula como forma de materializar o objectivo comum. No debate moderado pelo Presidente da República, os partidos políticos apresentaram diferentes pontos de vista sobre o relaxamento de algumas medidas emanadas na terceira fase do Estado de Emergência. João Massango do Partido os Verdes defende que a retoma das aulas carece de um estudo profundo para o país não cair no erro que os outros cometeram. Yacub Sibind do PIMO entende que pior que o coronavírus está o que chamou de coronafome. Sibind sugere a adopção de um programa de emergência para a produção alimentar em tempos da COVID-19. Ilídio Mavumbi do PODEMOS defende haver necessidade de reforçar o controlo das fronteiras. No que diz respeito a retoma das aulas, Mavume entende que as igrejas deviam ser transformadas em salas de aula.          Face as queixas apresentadas sobre alegada violência perpetrada pela Polícia no uso das actividades, o Presidente da República sublinhou não haver orientação para o uso de força. Neste encontro foi discutida a situação militar nas regiões centro e norte do país.


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Cultos presenciais no país: Líderes religiosos são pela reabertura paulatina

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Líderes religiosos saúdam a sensibilidade do Chefe do Estado moçambicano face a necessidade da retoma dos cultos presenciais nas igrejas do país. Os nossos entrevistados defendem uma reabertura paulatina e mostram-se dispostos a observar de forma rigorosa as medidas de prevenção contra a COVID-19.   Depois do presidente da república ter reunido com o Conselho das Religiões de Moçambique para colher sensibilidades face a interdição dos cultos presenciais no âmbito do “estado de emergência”, esta quinta-feira os representantes das organizações e confissões religiosas reuniram-se com os quadros do ministério da justiça, assuntos constitucionais e religiosos, para a elaboração de uma proposta com vista a criar condições para uma provável retoma dos cultos presencias. Na ocasião, os religiosos saudaram a sensibilidade do chefe de estado e comprometeram-se a cooperar com o governo para conter a propagação do novo corona vírus no país. Até o final desta semana os líderes religiosos deverão submeter a proposta para a apreciação do presidente da república.


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Cabo Delgado lidera o índice de infecções com 10 casos

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Mais 15 moçambicanos foram confirmados positivos para o novo coronavírus nas últimas 24 horas. Cabo Delgado lidera o índice de infecções com 10 casos. A vigilância activa nas unidades sanitárias e o seguimento aos contactos de casos positivos permitiram a testagem de cerca de 700 amostras nas últimas 24 horas. Os resultados laboratoriais confirmaram que as infecções continuam a ocorrer em vários cantos do país com 5 províncias a registarem casos. As estatísticas diárias apontam para mais um recuperado totalizando um cumulativo de 249 pacientes curados. Nos casos activos há a salientar 7 internados por apresentarem sintomas que requerem cuidados médicos. Não houve registo de óbitos, nas últimas 24 horas.


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304 homens residuais da Renamo reintegram-se na sociedade em Sofala

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Trezentos e quatro guerrilheiros da Renamo já gozam da vida civil em Sofala no quadro do decurso do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração ao nível do país. Os desmobilizados manifestam a sua satisfação e recebem igualmente diversos pacotes para a sua inserção social.   Falando a jornalistas em Muxungue, distrito de Chibabava em Sofala o Sassão Sigaúgue do Grupo Técnico do Desarmamento Desmobilizacao e Reintegração Sigaúgue explicou que a 1ª etapa do processo DDR que abrangeu o centro de savane no mês passado findou com 304 homens armados a passar a disponibilidade. Número que se vai juntar a 251 previstos na 2ª operação que acontece em Muxungue. A liderança do partido Renamo manifesta a sua satisfação com o decurso do processo. Ao nível do país espera-se que sejam desmobilizados pouco mais de cinco mil e duzentos homens residuais da Renamo.


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3ª etapa do Estado de Emergência: Governo pondera a retoma de cultos religiosos

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Governo pondera a retoma de cultos religiosos, ainda na vigência do terceiro Estado de Emergência. Para o efeito, o Presidente da Republica reuniu, esta quarta-feira, com os líderes religiosos para em conjunto encontrarem alternativas que não coloquem em causa a saúde dos crentes. Na sala estão representadas, ao mais alto nível, das igrejas protestantes, católica, ortodoxa, religiões hindus e muçulmana, para além dos membros do Governo, convidados para o encontro de auscultação. No rol da agenda constava a informação do Governo aos líderes religiosos, sobre o actual ponto de situação e as actividades em curso, para conter o novo coronavirus. O Presidente da Republica falou igualmente da situação do teatro operacional, centro e norte, visando travar os ataques registados nas duas regiões. O Governo pondera a retoma de cultos religiosos, ainda no decurso do actual Estado de Emergência, mas tudo depende das propostas a serem apresentadas pelos líderes religiosos. O executivo diz que a serem retomados os cultos, as igrejas serão obrigadas a limitar o número de crentes, fazer a medição da temperatura, interditar a participação de crianças, além da escrupulosa observância das medidas de higienização. As propostas devem ser apresentadas numa reunião técnica a realizar-se, esta quinta-feira, no ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos.


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