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Opositor no Zimbabué detido e acusado de incitação à violência pública

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O dirigente da oposição zimbabueana, Tendai Biti, foi hoje acusado de incitação à violência pública e de declarar resultados eleitorais não-oficiais, em Harare, onde foi detido após ter sido extraditado pela Zâmbia, que lhe negou asilo. O opositor fugira para a Zâmbia à procura de asilo, algo que lhe foi negado pelas autoridades, e que resultou na entrega às forças de segurança do Zimbabué. “Vamos continuar a lutar”, disse Biti à entrada do tribunal, em Harare, capital do Zimbabué. A acusação de incitação à violência pública pode levar a uma pena de prisão até dez anos, enquanto que a declaração de resultados não-oficiais pode resultar em seis meses de prisão. Foi-lhe concedida uma fiança de cinco mil dólares (cerca de 4.323 euros), mas Biti deverá entregar o seu passaporte, apresentar-se às autoridades duas vezes por dia e não participar em comícios políticos. Numa carta endereçada à polícia do Zimbabué, a advogada de Biti, Beatrice Mtetwa, alega que as forças policiais “sequestraram ilegalmente” o opositor. A carta, a que a agência Associated Press teve acesso, pede que seja imediatamente devolvido às autoridades de imigração da Zâmbia e, “devido à tradicional tortura a que os detidos são sujeitos no Zimbabué”, pede que uma equipa médica observe Biti antes disso. Na altura da detenção, o advogado zambiano Gilbert Phiri disse à AP que, ao extraditar Biti antes da audição do seu recurso, a guarda-fronteiriça contrariou uma ordem judicial. “As autoridades zambianas atuaram desafiando os nossos tribunais, desafiando a lei regional e internacional”, afirmou Phiri. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Zâmbia justificou a recusa de atribuição de asilo alegando que as razões apresentadas por Biti “não tinham mérito”. A situação de Biti levou a que várias entidades temessem por uma onda de repressão contra os opositores do Governo, liderado por Emmerson Mnangagwa. Mnangagwa venceu as eleições presidenciais do dia 30 de julho com uma ligeira margem, eleições que a oposição considera fraudulentas e que pretendem contestar. “Isto é um desenvolvimento preocupante”, disse David Coltart, amigo de Biti e membro do Movimento para a Mudança Democrática (MDM). “Tendai foi detido em 2008 por razões semelhantes, e enquanto esteve preso foi brutalmente torturado”, acrescentou Coltart, que também é advogado defensor dos direitos humanos. A agência das Nações Unidas para os Refugiados declarou estar “seriamente preocupada” com os relatos do regresso forçado de Biti ao Zimbabué, que considerou sérias violações da lei internacional, e pediu que as autoridades zambianas investigassem urgentemente. Num comunicado assinado pelos diretores das missões da União Europeia (UE), Estados Unidos da América (EUA), Canadá e Austrália no Zimbabué, também é pedido que as autoridades do país garantam a segurança de Biti e respeitem os seus direitos. Os responsáveis acrescentaram estar “profundamente perturbados” pelos relatos das forças de segurança zimbabueanas estarem a perseguir as forças da oposição. No dia 31 de julho, dia seguinte à eleição, Tendai Biti, antigo ministro das Finanças e deputado recém-eleito pelo MDM, apelou aos apoiantes da oposição que defendessem o seu voto, e reclamou a vitória de Nelson Chamisa na corrida presidencial. As autoridades dizem que é ilegal declarar o vencedor de uma eleição antes de a Comissão Eleitoral do Zimbabué anunciar os resultados oficiais. Em 01 de agosto, as forças militares dispersaram protestos da oposição nas ruas do Zimbabué, matando seis pessoas. Os observadores internacionais condenaram o uso “excessivo” de força. A embaixada britânica no Zimbabué anunciou hoje que falou com as autoridades zambianas e zimbabueanas durante a noite à procura de “garantias certas” de que a segurança de Biti seria assegurada. Desde a sua independência em 1980, o país só conheceu dois chefes de Estado, ambos do Zanu-PF: Mugabe e Mnangagwa, o seu antigo vice-presidente, de 75 anos, que obteve no início do mês, a legitimidade eleitoral.


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Zâmbia expulsa Tendai Biti, membro da oposição do Zimbaué

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As autoridades da Zâmbia expulsaram hoje Tendai Biti, da oposição do Zimbabué, apesar de a justiça de Lusaca admitir o pedido de asilo político, disse à AFP o advogado do antigo ministro das Finanças do governo de Harare. “Eles ignoraram a decisão da justiça que permitia a Tendai Biti a pedir asilo político. Neste momento ele está prestes a ser entregue à polícia de Harare”, disse à France Presse, advogado do membro da oposição do Zimbabué que se encontrava na Zâmbia. Tendau Biti, uma das figuras destacadas da oposição do Zimbabué e antigo ministro das Finanças entrou na Zâmbia na quarta-feira decidido a pedir asilo político às autoridades de Lusaca. Biti pertence ao Movimento para a Mudança Democrática (MDC) que pretendia contestar judicialmente os resultados das eleições presidenciais de 31 de julho — a primeira votação depois do afastamento de Robert Mugabe, em 2017. Emmerson Mnangagwa venceu as eleições, derrotando o líder do MDC, Nelson Chamisa. De acordo com o The Chronicle, jornal pró-governamental do Zimbabué, Tendai Biti é procurado pela justiça de Harare por “incitar à violência” e por ter declarado a vitória de Chamisa contrariando os resultados oficiais. As autoridades da Zâmbia já tinham anteriormente recusado o pedido de asilo, mas o advogado voltou a apelar às autoridades de Lusaca para que Biti pudesse permanecer no país. De acordo com o advogado do ex-ministro das Finanças do Zimbabué, o Supremo Tribunal da Zâmbia tinha determinado para hoje uma audição com Tendai Biti. As manifestações no Zimbabué no passado dia 01 de agosto contra os resultados eleitorais, reprimidas pela polícia, fizeram pelo menos seis mortos e dezenas de feridos.


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Coreias já preparam próxima cimeira entre Kim Jong-un e Moon Jae-in

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Prossegue o diálogo entre as duas Coreias. A Coreia do Norte e a Coreia do Sul vão manter conversações ao mais alto nível na segunda-feira com o objetivo de prepararem uma cimeira entre os líderes daqueles dois países. O anúncio foi feito hoje por uma fonte sul-coreana do Ministério da Unificação do Sul, citado pela agência de notícias France-Presse, num momento em que se discute o desarmamento nuclear da Coreia do Norte, na sequência da cimeira entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, que se realizou em junho em Singapura. O funcionário, que falou sob a condição de não ser identificado, explicou ainda que as duas Coreias também discutirão formas avançar com os acordos para reduzir a tensão militar e política feitos durante a anterior cimeira entre Kim Jong-un e o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in.


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Casa Branca: Trump não vai deixar russos interrogarem norte-americanos

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“É uma proposta que foi feita com toda a sinceridade mas o Presidente Trump não está de acordo”, disse Sanders. Durante a recente conferência de imprensa conjunta com Trump em Helsínquia, Putin propôs que fosse permitido a Washington proceder, na Rússia, ao interrogatório de 12 agentes dos serviços de informações russos acusados nos Estados Unidos, mas na “condição” de uma “reciprocidade”. A possibilidade de norte-americanos serem interrogados por responsáveis russos tinha suscitado fortes reações de reprovação entre a elite política de Washington.


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A partir de hoje Filipe Nyusi visita Ruanda

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O Presidente da República inicia esta quinta-feira uma visita de Estado de 3 dias ao Ruanda. Filipe Nyusi e paul Kagamé vão passar em revista a cooperação bilateral em vários domínios. [iframe width=”808″ height=”395″ src=”https://www.youtube.com/embed/Fh5tgSmqi7g” frameborder=”0″ allow=”autoplay; encrypted-media” allowfullscreen ]


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Presidente da República defende a urgência e efectiva Livre Circulação dos cidadãos da CPLP

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O Presidente da República, Filipe Nyusi defende que os cidadãos dos países membros da CPLP sejam por excelência cidadãos da Comunidade. Para tal urge que a livre circulação dos mesmos seja uma realidade efectiva, para complementar a língua que os une. Posição assumida por Nyusi, na Ilha do Sal, em Cabo Verde, no encerramento da xII Cimeira da CPLP. [iframe width=”808″ height=”395″ src=”https://www.youtube.com/embed/CLLcKNqrlNY” frameborder=”0″ allow=”autoplay; encrypted-media” allowfullscreen ]


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BAD reafirma apoio em programas socioeconómicos em Moçambique

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O Banco Africano de Desenvolvimento vai continuar a prestar apoio a Moçambique em financiamento de projectos socioeconómico, com destaque para a agricultura, abastecimento de água, energia eléctrica e vias de acesso. Garantia dada pelo director do BAD, no final do encontro que manteve com o Presidente da República, Filipe Nyusi,`a margem da Cimeira dos Chefes de Estado e do Governo da CPLP em Cabo Verde. [iframe width=”808″ height=”395″ src=”https://www.youtube.com/embed/dlb4IRAfrm4″ frameborder=”0″ allow=”autoplay; encrypted-media” allowfullscreen ]


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Filipe Nyusi apela aos países membros da CPLP ao estabelecimento de sistema democrático nos Estados membros

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O Presidente da República, Filipe Nyusi considera não ser possível ter uma CPLP forte, próspera e segura, se cada um dos Estados membros não estiver seguro e em paz, com exercício do Estado Democrático ainda frágil. Nyusi falava na Cerimónia inaugural da XII Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de países de Língua Portuguesa que se realiza na Ilha do sal, Cabo Verde. [iframe width=”808″ height=”395″ src=”https://www.youtube.com/embed/ZraSw2FYGPk” frameborder=”0″ allow=”autoplay; encrypted-media” allowfullscreen ]


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Trump diz que se enganou numa palavra ao falar sobre ingerência russa

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De volta à Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos volta atrás com o seu discurso de Helsínquia.O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que se enganou numa palavra quando referiu, em Helsínquia, que não entendia por que a Rússia teria interferido nas eleições de 2016 nos EUA. De regresso à Casa Branca, Donald Trump afirmou que a sua intenção era afirmar que não via os motivos porque a Rússia “não será” responsável. “Numa frase muito importante do meu discurso, disse a palavra ‘será’ ao invés de ‘não será’. A frase devia ser: ‘Não vejo razão porque não será a Rússia [responsável pela ingerência nas eleições]’”, afirmou Trump, em conferência de imprensa (pode ver abaixo). O Presidente norte-americano afirmou ainda que aceita as conclusões das agências de inteligência do país sobre a alegada ingerência da Rússia nas eleições presidenciais em 2016, apesar de negar que a sua campanha tenha colaborado nessas ações. Donald Trump falou um dia depois da reunião que teve com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Helsínquia, tendo sido alvo de várias críticas em relação às suas declarações na conferência de imprensa conjunta.


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Defesa pede a Supremo do Brasil prisão domiciliária para Lula da Silva

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A defesa de Lula da Silva pediu na quinta-feira ao Supremo Tribunal a prisão domiciliária para o antigo presidente do Brasil, caso não seja suspensa a ordem de prisão decretada em abril.O pedido foi feito ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde os advogados de defesa reforçaram a pretensão de que seja suspensa da execução da pena de 12 anos e um mês de prisão, num caso que envolve um apartamento de luxo na cidade brasileira do Guarujá, que teria sido dado a Lula da Silva como suborno pela construtora OAS, em troca de vantagens em contratos com a petrolífera estatal Petrobras. Caso o STF não interceda, na terça-feira, a favor da suspensão da prisão, os advogados sugeriram ao tribunal outras medidas cautelares, como a possibilidade de cumprir a sentença em prisão domiciliária. O STF marcou para a próxima terça-feira o julgamento de um pedido da defesa do antigo Presidente brasileiro. Se o recurso for aceite pelos juízes, o antigo chefe de Estado brasileiro poderá aguardar em liberdade enquanto outros recursos deste processo são julgados nas instâncias superiores. A defesa pediu ainda suspensão da inelegibilidade de Lula da Silva para concorrer às eleições presidenciais, como consta da condenação na segunda instância da Justiça do país. Lula da Silva lidera todas as sondagens para as próximas presidenciais do Brasil, que decorrem em outubro.


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