Author name: Leopoldino Bambo

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Nacional

Sete feridos num choque entre carros em Manica

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Sete pessoas contraíram ferimentos, sendo duas com gravidade, em consequência de um aparatoso acidente de viação ocorrido na tarde de sábado, na zona de Amatongas-centro, distrito de Gondola, em Manica. De acordo com O Pais, o acidente ocorreu por volta das 14 horas, envolvendo duas carrinhas de caixa aberta, as quais colidiram frontalmente. O sinistro provocou o condicionamento do trânsito naquela região, uma situação que voltou a normalidade duas horas depois, ou seja, cerca das 16.00, quando as viaturas envolvidas no acidente foram retiradas da faixa de rodagem.


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Nacional

Montepuez e Messalo: Pontes metálicas vão garantir travessia

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Duas pontes metálicas, mobilizadas pela Administração Nacional de Estradas (ANE), a partir da província do Niassa, serão colocadas nos próximos dias sobre os rios Montepuez e Messalo, no distrito de Quissanga e Muidumbe, respectivamente, em Cabo Delgado, para garantir a transitabilidade na Estrada Nacional 380, onde o desabamento de duas pontes cortou a comunicação entre as regiões sul e norte de Cabo Delgado. As pontes cederam por causa da fúria das águas dos dois rios, na sequência das intensas chuvas que nos últimos dias têm caído e que já deixou isolados oito distritos da província. Segundo o delegado da ANE em Cabo Delgado, Robate Jane, a maior ponte metálica, com 60 metros de cumprimento, será colocada sobre o rio Montepuez, mais concretamente a jusante deste curso de água. A outra, cuja extensão não especificou, ligará as duas margens do rio Messalo, exactamente do local onde, na segunda-feira, se registou um corte na estrada que tinha sido construída como alternativa, enquanto decorrem as obras de construção de duas pontes em betão na região. Falando ontem no segundo encontro provincial do Centro Operativo de Emergência (COE), Jane disse que já foram mobilizados empreiteiros para efeitos de avaliação das necessidades que decorrerão desta intervenção. Na ocasião, anunciou que foram identificadas três vias alternativas à “Nacional 380”, ora cortada, que são a estrada Cruzamento Nguia/Meluco/Ravia/Montepuez, Pemba/Metuge/Quissanga/Nguia e Mueda/Nairoto/Chapa/Montepuez. Ainda no mesmo encontro, a delegada do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, Elizete Manuel, avançou que subiu de 9 mil para 10 mil o número de pessoas directamente afectadas pelas chuvas, em consequência da danificação parcial ou total das suas habitações, para além de 391 hectares de campos agrícolas perdidos. Segundo a fonte, fora a ajuda alimentar, estes concidadãos necessitam de 30 toneladas de sementes de milho e feijão para retomar a produção. O Instituto Nacional de Meteorologia indicou que nas últimas horas as chuvas tendem, porém, a abrandar e consequentemente a contribuir para a redução do caudal das bacias hidrográficas da região, em particular o rio Montepuez. O governador de Cabo Delgado, que orientou o encontro do COE, disse que não obstante o novo cenário, é preciso manter a vigilância, uma vez que continua a chover a montante. Comunidades recusam-se a abandonar zonas de risco Comunidadesda Zambézia, que desenvolvem as actividades agrícolas nas zonas ribeirinhas do rio Licungo, continuam a não acatar aos apelos das autoridades, numa altura em que o caudal aumenta e ameaça transbordar. Entre as zonas de elevado risco de inundações destaca-se as baixas de Maganja da Costa, Mocuba e Namacurra, onde equipas do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) têm estado a sensibilizar as famílias para que se posicionem em pontos altos. Ana Cristina, directora do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), disse ontem ao “Notícias” que as famílias começam a perceber sobre o risco de inundações, à medida que o caudal do rio sobe, mas há algumas que teimam em ficar, alegando não haver razões para a sua movimentação. Acrescentou que o maior desafio neste momento é garantir que todas as comunidades abandonem as áreas de risco, de forma voluntária e atempada, salientando que caso isto não aconteça, a instituição deverá avançar para métodos coercivos. Aliás, as autoridades já trabalham na retirada compulsiva em alguns pontos da província da Zambézia, com destaque para o distrito de Mocuba. De acordo com a fonte, pelo menos 246 casas tinham sido destruídas até ontem, faltando 30 de um universo de 276 identificadas como estando em pontos susceptíveis de ser atingidos pela água logo que o rio transbordar as águas. Enquanto isto, o governo de Maganja da Costa desdobra-se no parcelamento de terrenos a atribuir a agregados actualmente a viver nas baixas, num esforço para evitar que continuem nas zonas de risco, alegando não terem para onde ir.


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Nacional

Neutralizados assaltantes de viatura

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SEIS assaltantes de viaturas com recurso à armas de fogo e chaves falsas foram neutralizados esta quarta-feira pela Polícia da República de Moçambique (PRM) e encontram-se detidos na 12.ª Esquadra, em Inhamízua, nos arredores da cidade da Beira. De acordo com o chefe do Departamento das Relações Públicas no Comando da PRM em Sofala, Daniel Macuácua, os indivíduos furtaram uma viatura da marca Toyota Corola no Cemitério da Cerâmica quando o proprietário do veículo em causa participava no funeral de um seu ente querido. Depois da investigação do caso, todos os suspeitos na prática daquele tipo de crime foram encarcerados para responderem criminalmente pelos seus actos, tendo a corporação policial recuperado duas armas do tipo AKM-47 e uma pistola. Foi igualmente recuperada a viatura que tinha sido furtada e posteriormente entregue ao legítimo proprietário, num delito que os indicados de 25 e 35 anos de idade confessam o seu envolvimento.


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IGEPE procura fundos para alavancar empresa pública de telefonia

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A EMPRESA de telefonia Tmcel necessita de 200 milhões de dólares para viabilizar diversos projectos de investimento em carteira. A presidente do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), Ana Coanai, não entrou em detalhes sobre o tipo de projectos a ser desenvolvidos, mas assegurou que o montante seria suficiente para fechar as necessidades da empresa. A Tmcel resulta de um processo de fusão entre as antigas empresas Telecomunicações de Moçambique (TDM) e Moçambique Celular (Mcel). Até ao final do ano, segundo dados revelados por Ana Coanai, o grande desafio do IGEPE era concluir o processo de fusão, o que foi conseguido. “Porque não basta fazer uma fusão institucional, o que fizemos é ir um pouco a fundo e, por isso, dedicamo-nos mais à questão dos recursos humanos. Fizemos um levantamento das duas empresas para aferir a situação dos recursos humanos e este trabalho já está concluído, e esperamos em 2020 fechar todo o processo que tem a ver com os recursos humanos”, referiu Coanai. Reconhecendo que o “dossier” recursos humanos é delicado, Coanai explicou também que em 2019 houve pequenas intervenções com base em fundos próprios da empresa para o melhoramento das operações. “Ainda não estamos bem, mas esperamos fechar em 2020 alguns projectos que temos. Também estamos na banca à procura de financiamento para alavancar a empresa”, avançou a fonte A presidente do IGEPE apontou que no que diz respeito à parte operacional, a prioridade foi dada à melhoria da rede, principalmente na região Sul do país. Actualmente, também está a trabalhar-se para melhorar a cobertura das zonas Centro e Norte. A fonte também disse que a alternativa para o financiamento da empresa será a banca e não a Bolsa de Valores de Moçambique, porque a companhia ainda não se inscreveu para lá estar cotada.


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Novo corte: Circulação de pessoas e bens mais complicada devido a chuva em Cabo Delgado

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A Circulação de pessoas e bens, através da Estrada Nacional 380, que liga os distritos docentro e norte da província de Cabo Delgado, ficou mais complicada devido a um novo corteregistado desta feita na zona de Menguelewa, em Muidumbe, com a destruição de aquedutos, pelas águas do rio Messalo. O facto registou-se na via alternativa, aberta no âmbito das obras de construção de duas pontes na região. Segundo o administrador de Muidumbe, Carlos Francisco Nampava, o corte, registado na terça-feira, sópoderáser reparado quando o caudal do rio Messalo baixar. Segundo a fonte, registou-se uma pequena redução do níveldas água de ontem para hoje, mas não o suficiente para as pessoas arriscarema travessia. O novo corte na estrada número 380 registou-se entre o local onde, no sábado passado, desabou a ponte sobre o rio Montepuez e o distrito de Muidumbe, deixando Macomia e Quissanga isolados do resto da província. Assim, a ligação para o centro e norte de Cabo Delgadoficou mais complicada, o que exigirá mais esforços às equipas envolvidas nas operações de assistência às comunidades afectadas pelas inundações nesta região do país, onde já se fala de escassez de produtos de primeira necessidade e combustíveis. O governo da província de Cabo Delgadotem feito o seu máximo para garantir a travessia de pessoas e bens na zona onde desabou a ponte, mas a limitação dos meios(existem três barcos com capacidade de 12 pessoas cada)face àdemanda, coloca as equipas no terreno sob pressão.


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Nacional

Recenseamento militar inicia hoje em todo o país

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ARRANCA hoje em todo o país o recenseamento militar, cuja meta é abranger 20 mil cidadãos moçambicanos, de ambos os sexos, que completaram 18 anos de idade no ano 2002. O processo, que decorre até ao dia 28 de Fevereiro, abrange igualmente cidadãos nacionais que tenham 18 a 35 anos de idade e que não tenham se inscrito em ocasiões anteriores. 


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Nacional

Cabo Delgado solicita aeronaves para assistência às vítimas das chuvas

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O Comité Operativo de Emergência (COE) de Cabo Delgado considera pertinente a afectação de meios aéreos para a melhoria da capacidade interventiva do Governo e parceiros na assistência às comunidades afectadas pelas inundações, havendo já famílias sitiadas. O presidente do COE e governador de Cabo Delgado, Júlio Parruque, reconheceu que o nível de intervenção para resgate ou assistência dos infortunados poderia ser melhor se houvesse localmente pelo menos um helicóptero. Sobre o assunto, a directora-geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), Augusta Maíta, que se encontra nesta província, garantiu que dentro de dez dias os meios aéreos estarão disponíveis. Perto de nove mil pessoas estão afectadas pelas chuvas e inundações que se registam há cerca de uma semana na província, número que poderá aumentar, já que o nível dos rios continua a subir. Este número inclui algumas famílias sitiadas, principalmente nos distritos de Quissanga e Metuge, onde, segundo relato dos respectivos administradores, pelo menos cinco pessoas, entre adultos e crianças, perderam a vida quando tentavam sair das machambas inundadas. Os distritos mais assolados são Pemba, Mecúfi, Ancuabe, Meluco, Metuge e Montepuez, onde cerca de 1400 casas foram destruídas pelas chuvas e ventos, 251 das quais completamente. Perto de 400 residências estão inundadas, situação que levou as famílias a procurar refúgio em locais mais seguros. Neste momento, segundo dados avançados pelo COE, a província dispõe de três embarcações pertencentes ao INGC para o transporte de pessoas e bens, entre as duas margens do rio Montepuez, concretamente no local onde, no sábado, desabou a ponte que estabelecia ligação entre as zonas Norte e Centro do país. Entretanto, uma quarta embarcação, pertencente à direcção provincial das Pescas, Mar Águas Interiores, com capacidade para transportar doze pessoas, deverá juntar-se às outras três, enquanto se espera a chegada de uma outra, a ser disponibilizada pelo INGC. O presidente do COE apelou ao INGC em Cabo Delgado, organizações da sociedade civil e parceiros de cooperação no sentido de pré-posicionarem recursos que têm, nomeadamente tendas, kits de abrigo, desinfectantes de água e fármacos para as comunidades afectadas. “A partir de hoje, todos os membros do governo provincial que estão de férias devem interrompê-las, porque precisamos da sua colaboração para a monitoria da situação no terreno, onde a população se encontra”, disse.


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Saúde

Nos últimos quatro anos: Cerca de 11 mil profissionais reforçaram sector da Saúde

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O sector da Saúde absorveu, nos últimos quatro anos, 10.884 novos profissionais, entre médicos, técnicos superiores, médios e básicos. Dados em poder do “notícias” indicam que este reforço contribuiu para a melhoria do rácio habitante/médico, saindo de 18.603, em 2015, para 11.904, em 2018, representando uma redução em 36 por cento. De acordo com o Ministério da Saúde (MISAU), os novos quadros foram distribuídos por quase todo o país, como forma de reduzir as desigualdades geográficas entre os grupos populacionais no acesso e utilização dos serviços sanitários. “A disponibilidade equitativa de recursos humanos qualificados é, provavelmente, o maior constrangimento para a implementação adequada dos programas e tem uma grande influência sobre a qualidade dos cuidados”, indica um documento sobre as principais realizações do MISAU na área dos recursos humanos. Com efeito, durante o período em referência, foram colocados 240 especialistas moçambicanos nos hospitais centrais, provinciais, gerais e em alguns distritais, visando melhorar a capacidade técnica e a qualidade de serviços prestados aos utentes. Por exemplo, na província de Gaza, o número de médicos passou de 83, em 2015, para 126 em 2019, e em Sofala, a quantidade destes profissionais subiu de 209 para 254 até ao primeiro semestre de 2019. Já na Zambézia, foram contratados 1087 profissionais de Saúde, dos quais 88 médicos, incluindo 17 especialistas, melhorando assim o rácio habitante/médico, passando de 31.853, em 2014, para 25.047 em 2019. O sector aponta ainda a construção de dois novos institutos de formação de profissionais de saúde em Nacala, província de Nampula, e Infulene, em Maputo. Estas instituições formam cerca de 500 estudantes por ano, o que reforçou o quadro de graduados a nível nacional com a formação de 9.929 profissionais de saúde ao longo dos últimos 3 anos. Foram atribuídas, de 2015 a 2018, 123 bolsas para estágios complementares aos residentes médicos em formação, em várias especialidades fora do país. Com estes recursos, entre outros, o sector da Saúde vem aumentando a força de trabalho, contando até 2018 com 57.502 profissionais, contra 48.733, em 2015.


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