Author name: Leopoldino Bambo

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Mundo

Reino Unido aponta coronavirus como ameaça grave contra saúde pública

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“Atransmissão do novo coronavírus constitui uma ameaça grave e iminente para a saúde pública”, indicou hoje o Ministério da Saúde do Reino Unido através de um comunicado. O ministério anuncia que vai tomar medidas para “atrasar ou impedir novas transmissões do vírus”. As autoridades chinesas elevaram hoje para 908 mortos e mais 40 mil infetados o balanço do surto de pneumonia na China continental causado pelo novo coronovírus (2019-nCoV) detetado em dezembro, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro). No domingo, segundo dados divulgados pela Comissão Nacional de Saúde da China, foram registadas no território continental chinês 97 mortes e detetados 3.000 novos casos de infeção. O número total de mortes ascende a 910, contabilizando as duas registadas fora da China continental, uma nas Filipinas e outra em Hong Kong. O balanço ultrapassa o da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 causou a morte a 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior. Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais de 350 casos de contágio confirmados em 25 países. Na Europa, o número chegou no domingo a 39, com duas novas infeções detetadas em Espanha no Reino Unido.


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Nacional

Mineração Ilegal: Recuperados em 2019 produtos avaliados em 80 milhões de meticais

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O Estado moçambicano recuperou, no ano passado, produtos mineiros avaliados em mais de 80 milhões de meticais, recursos que foram extraídos ilegalmente em diversos pontos do país. Entre os minérios apreendidos constam exemplares de rubis avaliados em três milhões de meticais. Segundo estimativas avançadas pelo inspector-geral do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, em 2019 a mineração ilegal lesou os cofres do Estado em biliões de meticais no ano passado. Obete Matine diz haver indícios de envolvimento de redes do crime organizado que financiam operações de mineração, transporte e posterior comércio destes produtos em circuitos internacionais. De forma recorrente, explica, a extracção de pedras e metais preciosos ocorre em áreas concessionadas que são invadidas por garimpeiros, alguns dos quais de nacionalidade estrangeira. “As invasões são esporádicas e acontecem, com maior frequência, durante a época chuvosa pois, a precipitação aumenta a exposição dos minérios na superfície, o que constitui um chamariz para os garimpeiros. Em contrapartida, há momentos de relativo abrandamento do garimpo”, descreveu. A não observância de procedimentos de segurança e o uso métodos artesanais tornam a mineração ilegal uma prática de risco e propensa a acidentes que resultam em fatalidades. Segundo Matine, desde o início deste ano mais de 30 garimpeiros perderam a vida soterrados em jazidas, em diversos pontos do país. O caso mais recente deu-se esta semana, em Montepuez, província de Cabo Delgado, onde 11 garimpeiros morreram na área concessionada à Montepuez Ruby Minig (MRM). Para além da fiscalização das áreas ricas em recursos, as autoridades têm apostado na legalização de associações de garimpeiros. Dados oficiais avançados pelo inspector-geral do MIREME apontam para a existência de 83 associações de garimpeiros em todo país que tem recebido suporte técnico. “Há casos de sucesso em que algumas associações, com base em parcerias, evoluíram e se tornaram empresas”, disse Matine.


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Nacional

Pesquisa da universidade agricultura da China: pangolim pode ser o animal-chave na transmissão do coronavírus aos humanos

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Já está concluída a construção do reservatório escavado com capacidade para 25 mil metros cúbicos de água no povoado Kwahle, distrito de Matutuine na província de Maputo.A infra-estrutura faz parte do projecto de recuperação à seca e resiliência agrícola que está a ser implementado pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades nas províncias de Maputo e Gaza.


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Nacional

Governo insta população a unir esforços para o fim dos ataques armados

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O Secretário de Estado no Niassa, Dinis Vilanculos, exorta os líderes comunitários e religiosos para se juntarem aos esforços do governo na luta contra os insurgentes em Cabo Delgado e os atacantes armados na zona centro. Dinis Vilanculos fez a exortação na passada quarta-feira, numa reunião com as lideranças comunitárias da cidade de Lichinga, que serviu para a sua apresentação e da governadora provincial, Elina Massengele. (RM)


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Nacional

Restrição de água Maputo: Zona baixa e alta da Matola distribuição a 50% linha da Mozal de forma distribuição alternativa

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As cidades de Maputo, Matola e Boane poderão registar restrições no fornecimento de água, pelo menos hoje, dia 8 de Fevereiro, devido à uma rotura nas condutas localizadas na ponte de campoane, na Matola Rio.O facto culminou com o arranque tardio da distribuição de água nos centros distribuidores ligados a baixa pressão. Pelo facto, a empresa Águas da Região de Maputo informa que a distribuição na zona baixa e alta da Matola será feita a cinquenta por cento e na linha da Mozal de forma alternativa.Os centros distribuidores de Boane, Machava, Tsalala na Matola e Chamanculo, Alto-Maé e Maxaquene, na cidade de Maputo ficarão sem distribuição. A linha do Hospital Central de Maputo terá distribuição garantida de forma permanente.


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Economia

Banco Mundial antevê progressos na economia

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Depois de um ano em que dois ciclones contribuíram para a redução no crescimento, a economia moçambicana espreita avanços significativos no futuro, alicerçados no clima de estabilidade económica e no reforço das reservas externas já alcançados. Segundo a economista-chefe do Banco Mundial em Moçambique, Shireen Mahdi, desde meados de 2017, o metical tem-se mantido estável, contribuindo para a redução das pressões inflacionárias, o que cria espaço para um ciclo de estabilização da política monetária. Falando ontem, em Maputo, durante a apresentação do relatório sobre a economia moçambicana, Shireen Mahdi disse que esta tendência também tem contribuído para a procura de crédito que, em Setembro, começou a registar um crescimento em termos reais. No relatório semestral, o Banco Mundial salienta que apesar dos sinais positivos, a economia continua com uma agenda inacabada em termos de crescimento inclusivo, sustentabilidade fiscal e acesso equitativo aos serviços mais básicos. “Tendo ultrapassado uma grande parte da volatilidade económica, o desafio para Moçambique continua a ser o crescimento lento”, consideram os analistas do Banco Mundial. Acrescentam que o crescimento económico terá reduzido para 2,3 por cento em 2019, depois de 3,3 por cento em 2018, tudo por culpa do abrandamento na produção do carvão e o impacto dos ciclones, principalmente na agricultura, que afectaram o desempenho da economia no país. O documento alerta, igualmente, para o facto de Moçambique estar a entrar para um período de aumento do défice da conta corrente à medida que vai entrando na fase inicial do ciclo de investimento no sector do Gás Natural Liquefeito (GNL). “Moçambique entra neste ciclo com uma posição mais favorável em termos de reservas externas. Contudo, o fraco desempenho das exportações de produtos não extractivos, o crescimento mais reduzido dos principais parceiros comerciais e os movimentos dos preços das matérias-primas continuam a ser fontes de risco externo”, sustenta. O relatório é uma publicação semestral do Banco Mundial e faz uma radiografia da situação macroeconómica do país. Em cada edição os analistas elegem um tema de fundo e, desta vez, concentrou-se no “Investimento nas Infra-estruturas Básicas no País”. Nesta rubrica, o Banco Mundial apela aos formuladores de políticas em Moçambique para que estejam atentos ao crescente défice de investimento rural. Destaca que, no geral, a disparidade no acesso a infra-estruturas básicas tem aumentado entre as áreas rurais e urbanas, especialmente nas partes recônditas das províncias do Centro e Norte de Moçambique – que também são as mais pobres. Salienta que o programa de investimento público de Moçambique faz progressos limitados na redução das disparidades de acesso durante os anos de expansão de investimentos entre 2008 e 2015. O relatório conclui, recomendando o estabelecimento de metas específicas para alcançar as zonas desfavorecidas no Plano Quinquenal do Governo e no Plano Económico e Social, adoptando uma abordagem prospectiva para atingir áreas com populações crescentes e continuando a reduzir ineficiências na alocação de recursos. GuardarShare


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Nacional

Nyusi reitera não haver conflito de relação entre governadores e secretários de Estado

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, reafirma que as funções dos governadores e dos secretários de Estado nas províncias são bastante claras, pelo que não deve haver nenhum conflito na relação entre as duas entidades, nem do ponto de vista de competências, nem de atribuições. O estadista moçambicano esclareceu que os governadores eleitos respondem aos desafios da descentralização que garante a transferência do poder para mais próximo do cidadão e os secretários de Estado nas províncias, por si nomeados, representam o poder central para responder a situações meramente ligadas à soberania, que por várias razões devem merecer atenção do nível central. Nyusi teceu este comentário na sexta-feira, no posto administrativo de Chiconono, distrito de Muembe, província do Niassa, durante um comício popular que marcou a abertura oficial do ano lectivo de 2020, que arrancou oficialmente em todo o território nacional. “Nós estamos a fortalecer o nosso sistema democrático e a descentralização é um caminho para continuarmos a crescer na democracia. Decidimos avançar com este modelo porque achamos que as coisas não podem continuar a ser decididas a partir de Maputo, por isso trouxemos o poder para mais perto do cidadão”, disse. Nyusi aproveitou a primeira cerimónia oficial que dirigia na presença dos titulares dos dois órgãos (Secretário de Estado para Niassa, Dinis Vilanculos, e a governadora provincial, Elina Massangele) para deixar claro que entre as duas figuras espera muita colaboração e trabalho coordenado em prol do desenvolvimento da província. O Chefe do Estado reconheceu ser normal existir alguma apreensão sobre a implementação da descentralização nos moldes em que a lei defende, tratando-se de um fenómeno novo no país, mas disse acreditar que, paulatinamente, o espírito do novo figurino da descentralização vai ser percebido por todos. “Há gente que, com muita razão, se assusta e tem medo porque é uma nova coisa. Mas queria tranquilizar e dizer que não há motivos para alarme, porque as coisas estão bem claras sobre o papel de cada um”, afirmou. Na ocasião, passou em revista algumas das atribuições dos governadores provinciais e dos secretários de Estado, realçando serem bastante distintas e que abrem espaço para que qualquer uma destas entidades possa desenvolver as suas actividades sem nenhum tipo de conflito nem usurpação de funções, sendo que a maior prioridade é de servir os cidadãos moçambicanos. “Por exemplo, as estradas, as fontes de água, as escolas primárias e os centros de saúde de nível provincial, as decisões para essas áreas serão de nível da província. Mas existem coisas que ainda precisam de ser decididas centralmente”, explicou. Os governadores provinciais foram eleitos pela primeira vez em Moçambique no último pleito eleitoral de 15 de Outubro do ano transacto, no âmbito da lei da descentralização e desconcentração do poder. Paulino Checo, da AIM, em Chiconono


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