As Comunidades Islâmica de Moçambique e Muçulmana de Maputo juntaram-se numa campanha de assistência às famílias vítimas do terrorismo em Cabo- Delgado, norte de Moçambique.
Trata-se de famílias deslocadas e acomodadas em vários pontos das Províncias Nampula e Cabo Delgado.
O Bairro de Muahivire, na cidade de Nampula, foi o primeiro a testemunhar o lançamento da campanha de assistência social em produtos alimentares e vestuário, incluindo calçado.
A acção deverá abranger, também, os deslocados que se encontram acomodados no Distrito costeiro de Metuge em Cabo Delgado.
Agostinho Augusto e Muanama Adão, são beneficiários, agradeceram a iniciativa das 2 congregações religiosas e disseram que o gesto solidário acontece numa altura em que as vítimas do terrorismo enfrentam várias necessidades desde alimentação e abrigo.
A Província de Nampula conta com pelo menos 15 mil deslocados, que fogem dos ataques dos terroristas em Cabo Delgado, no extremo norte do país.
O Instituto Nacional de Acção Social retomou, está semana, o pagamento de subsídios a mais de 30 mil famílias vítimas do Ciclone Idai, na cidade da Beira, Província de Sofala, seis dias depois de interrupção
O processo reinicia com algumas listas nominais vandalizadas nos Bairros da Munhava e Macurungo, mas as autoridades locais garantem que as mesmas já foram repostas pelo INAS.
A azáfama caracterizou o ambiente do primeiro dia do reinício do pagamento de subsídios às vítimas do ciclone Idai na Beira, mas com muita disciplina e organização nos postos de pagamento.
O Sector da Saúde foi rigoroso no que diz respeito ao cumprimento das medidas de prevenção da Covid-19. Os membros da Polícia da República de Moçambique, também estiveram no local para garantir a ordem e segurança.
No total são 32 mil agregados familiares que deverão beneficiar do apoio referente a três meses, contados a partir de Junho. O processo decorre a bom ritmo, segundo garantiu o delegado do INAS, na Beira, Província de Sofala.
Autoridade Tributária apreendeu sete mil unidades de aparelho de som, na Província de Sofala, região centro de Moçambique.
O importador sonegou a declaração efectiva da mercadoria, anunciando apenas mil e duzentas unidades no acto de desembaraço aduaneiro, o que corresponde a cerca de vinte por cento de toda mercadoria.
A autoridade tributária de Moçambique afirmou que o importador prestou falsas declarações no acto da declaração dos bens, tendo lesado ao estado em mais de um milhão de meticais.
O Porta-voz da Autoridade Tributária de Moçambique em Sofala, António Camacho, disse que a situação regista-se, porque os importadores aproveitam-se da maior pressão exercida no processo de desembaraço aduaneiro.
Moçambique interdita a importação de peixe proveniente da República do Malawi devido ao surto de Síndrome Ulcerativa Epizoótica, registado naquele país vizinho em Julho último.
Trata-se de uma doença altamente perigosa e responsável pela mortalidade de 100% do peixe na aquacultura.
A doença foi diagnosticada pela primeira vez na década de 1970, na Ásia e América. Em África a síndrome ulcerativa epizoótica foi registada em 2007, na República do Botswana.
Actualmente, há registo da doença em mais quatro países africanos: Zimbabwe, Zâmbia, Tanzânia e mais recentemente a República do Malawi.
Na vizinha República do Malawi, a doença foi diagnosticada no mês passado e afecta pelo menos cinquenta e cinco mil pescadores.
O Governo de Moçambique diz tratar-se de uma doença altamente mortífera em peixes de cativeiro, por isso decidiu interditar a importação do peixe proveniente da República do Malawi.
A medida foi anunciada no fim da trigésima segunda sessão do Conselho de Ministro, realizada, esta terça-feira, em Maputo.
Para o Governo, a situação representa uma ameaça para o sector da aquacultura, sobretudo, nas bacias que fazem limite com o Malawi.
A Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Augusta Maíta, disse, na ocasião, que em Moçambique não há ainda registo do surto da síndrome ulcerativa epizoótica. Segundo Maíta, a doença não afecta os seres humanos.