Governo Considera haver progressos na qualidade do ensino superior pese embora a exiguidade de fundos para o investimento nas infra-estruturas e na formação de professores. A informação foi anunciada pelo Inspector-geral do Ensino Superior durante a quarta Conferência Nacional sobre o Sistema de Avaliação, Acreditação e Garantia de Qualidade.
Há cada vez mais raparigas grávidas a desistir da escola devido a implementação do despacho ministerial que as proíbe de frequentar o curso diurno. Perante os factos, as instituições não governamentais que trabalham no sector da educação, reuniram-se, hoje, em Maputo, para fazer balanço do pedido de revogação junto da entidade de tutela.
O livro escolar de distribuição gratuita para o ano lectivo de 2019 já está a ser alocado nalgumas províncias do país, um mês mais cedo, visando acautelar situações de atraso na disponibilização devido a época chuvosa.
Entretanto, o processo das matrículas para novos ingressos está a 48,7% de mais de um milhão e quinhentas mil crianças previstas, com as províncias de Gaza e Nampula a registarem níveis baixos de execução.
O actual currículo e programas de ensino vão ser revistos para acomodar aspectos relacionados com a Nova Lei do Sistema Nacional de Educação a vigorar em breve.
Uma das questões consideradas fundamentais é a alteração dos subsistemas actuais para 2 sistemas, o primário e secundário, ambos com 6 classes.
O subsistema do ensino primário está composto por dois graus, sendo o primeiro, da primeira à quinta classe e, o segundo, da sexta à sétima classe.
Um modelo que segundo os gestores da Educação penalizava algumas crianças que não frequentavam a sexta e sétima classes.
Com a Lei do Sistema Nacional de Educação, ora revisto, os dois graus primários, vão ser condensados num único, passando a ser composto por 6 classes, ou seja, da primeira à sexta classe.
O ensino secundário abarca a oitava à décima segundas classes, com a alteração, também, passa a ter 6 classes, passando a sétima classe a compor este nível de ensino.
Gestores de Instituições de educação técnico-profissional recebem capacitação em gestão, num contexto de descentralização. Pretende-se dotar os gestores de capacidades para gerir a própria instituição numa base autónoma.