O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, encontra-se em Kigali, capital do Ruanda, onde vai participar na vigésima sétima Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana. A Cimeira vai ser marcada pelo lançamento do passaporte da União Africana, conforme nos reporta de Kigali o nosso colega Herculano Thumbo. Sob lema “Ano Africano dos Direitos Humanos, com destaque nos Direitos da Mulher”, inicia este domingo, em Kigali, a vigésima sétima Cimeira da União Africana. A Cimeira vai ser dominada pela análise de assuntos ligados à protecção das mulheres e direitos das minorias, a luta contra o terrorismo, a crise burundesa e o lançamento do passaporte africano. Os Chefes de Estado e de Governo presentes à Cimeira de Kigali, vão ser os primeiros cidadãos africanos, a receber um passaporte electrónico, emitido pela União Africana. Mudanças a nível da direcção da Organização, vão marcar os trabalhos da Cimeira. Esta segunda-feira, vão ser eleitos o novo Presidente e Vice-Presidente da Comissão da União Africana. Moçambique, que se faz representar pelo Presidente Filipe Nyusi, vai contribuir para a Cimeira, com propostas para a solução de conflitos no continente e a dinamização do processo de integração regional. Outro objectivo de Moçambique, prende-se com a reafirmação do compromisso em matéria de boa governação e democracia, bem como aprofundar a capacitação da mulher. No âmbito da Cimeira, o Presidente Filipe Nyusi participou, esta sexta-feira, de um retiro de Chefes de Estado e de Governo, sobre o Financiamento da União Africana. Com imagem de Higino Manhique, Herculano Thumbo, Kigali, Televisão de Moçambique.
Governo da Província de Tete, Instituto da Medicina Tradicional e a sociedade civil promoveu neste sábado, uma marcha de repúdio, a perseguição, raptos e assassinato de albinos. Os praticantes da medicina tradicional pedem controlo cerrado sobre tudo aos curandeiros estrangeiros por considerarem que são eles que fomentam a pratica.
Estudantes e professores da cidade de Mocuba, na Zambézia condenam e repudiam os raptos e assassinatos de pessoas com problemas de pigmentação da pele.
Uma marcha foi realizada para exigir do governo e das famílias a protecção de albinos.
Em Tete, magistrados do Tribunal Administrativo contam com quatro novas residências. Trata-se de vivendas, cujo Estado investiu cerca de Oitenta e Um milhões de meticais, acto inaugurado pelo governador da província, Paulo Aude.
Uma anciã residente na Cidade da Matola, Província de Maputo completou este sábado cento e onze anos de vida. Mutiasse Valoi já não ouve nem vê, mas isso não foi motivo para que a família ficasse indiferente à data.
O corte do bolo repete-se já há um século, uma década e trezentos e sessenta e cinco dias. Mesmo depois de cento e onze anos, a família da vovó Mutiasse Valoi continua a cantar parabéns e muitos anos de vida. A dezasseis de junho de mil e novecentos e cinco nasceu uma menina em Chibuto, Província de Gaza. A pequena Mutiasse cresceu e casou-se, mas o marido abandonou-a em 1940 quando a filha mais nova acabava de nascer rumando à terra do rand e até hoje não se conheceu mais a sua face. Mutiasse criou os cinco filhos sozinha, e hoje tem cento e dois netos, trezentos e setenta e três bisnetos e seis trisnetos.
A anciã já ouviu muito até que os ouvidos se fecharam, os olhos também não podem mais ver, a locomoção é com ajuda dos familiares. Mas nem com isso a trisneta Rosa Sidónia afasta-se da querida vovó.
Para a família, as rugas no rosto transmitem uma memória de longas experiencias, a anciã não só contava como também viveu momentos da guerra colonial e civil, longevidade invejável e de aprendizagem.