{"version":"1.0","provider_name":"TVM - Televis\u00e3o de Mo\u00e7ambique","provider_url":"https:\/\/www.tvm.co.mz\/novosite","author_name":"Edson Sengo","author_url":"https:\/\/www.tvm.co.mz\/novosite\/author\/esengo\/","title":"Tradi\u00e7\u00e3o africana inspira \u201cmem\u00f3rias\u201d de Ulisses Oviedo - TVM - Televis\u00e3o de Mo\u00e7ambique","type":"rich","width":600,"height":338,"html":"<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"vT5QotQJr9\"><a href=\"https:\/\/www.tvm.co.mz\/novosite\/2019\/08\/14\/tradicao-africana-inspira-memorias-de-ulisses-oviedo\/\">Tradi\u00e7\u00e3o africana inspira \u201cmem\u00f3rias\u201d de Ulisses Oviedo<\/a><\/blockquote><iframe sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" src=\"https:\/\/www.tvm.co.mz\/novosite\/2019\/08\/14\/tradicao-africana-inspira-memorias-de-ulisses-oviedo\/embed\/#?secret=vT5QotQJr9\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Tradi\u00e7\u00e3o africana inspira \u201cmem\u00f3rias\u201d de Ulisses Oviedo&#8221; &#8212; TVM - Televis\u00e3o de Mo\u00e7ambique\" data-secret=\"vT5QotQJr9\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" class=\"wp-embedded-content\"><\/iframe><script>\n\/*! This file is auto-generated *\/\n!function(d,l){\"use strict\";l.querySelector&&d.addEventListener&&\"undefined\"!=typeof URL&&(d.wp=d.wp||{},d.wp.receiveEmbedMessage||(d.wp.receiveEmbedMessage=function(e){var t=e.data;if((t||t.secret||t.message||t.value)&&!\/[^a-zA-Z0-9]\/.test(t.secret)){for(var s,r,n,a=l.querySelectorAll('iframe[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),o=l.querySelectorAll('blockquote[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),c=new RegExp(\"^https?:$\",\"i\"),i=0;i<o.length;i++)o[i].style.display=\"none\";for(i=0;i<a.length;i++)s=a[i],e.source===s.contentWindow&&(s.removeAttribute(\"style\"),\"height\"===t.message?(1e3<(r=parseInt(t.value,10))?r=1e3:~~r<200&&(r=200),s.height=r):\"link\"===t.message&&(r=new URL(s.getAttribute(\"src\")),n=new URL(t.value),c.test(n.protocol))&&n.host===r.host&&l.activeElement===s&&(d.top.location.href=t.value))}},d.addEventListener(\"message\",d.wp.receiveEmbedMessage,!1),l.addEventListener(\"DOMContentLoaded\",function(){for(var e,t,s=l.querySelectorAll(\"iframe.wp-embedded-content\"),r=0;r<s.length;r++)(t=(e=s[r]).getAttribute(\"data-secret\"))||(t=Math.random().toString(36).substring(2,12),e.src+=\"#?secret=\"+t,e.setAttribute(\"data-secret\",t)),e.contentWindow.postMessage({message:\"ready\",secret:t},\"*\")},!1)))}(window,document);\n\/\/# sourceURL=https:\/\/www.tvm.co.mz\/novosite\/wp-includes\/js\/wp-embed.min.js\n<\/script>\n","thumbnail_url":"https:\/\/www.tvm.co.mz\/novosite\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/4286317.jpg","thumbnail_width":960,"thumbnail_height":640,"description":"&nbsp; &nbsp; Em \u201cMem\u00f3rias\u201d, Ulisses Oviedo \u00e9 um africano que traz \u00e0 luz o seu sentimento, atrav\u00e9s de obras idealizadas a partir de 2006Partindo da tradi\u00e7\u00e3o oral, o artista e professor de artes, Ulisses Oviedo, montou a exposi\u00e7\u00e3o \u201cMemorias\u201d, na Funda\u00e7\u00e3o Fernando Leite Couto, onde regressa ao seu passado enquanto artista contempor\u00e2neo apaixonado, diga-se, \u00e0 primeira vista, pela \u00c1frica. Ulisses Oviedo exp\u00f5e \u201cMem\u00f3rias\u201d na Funda\u00e7\u00e3o Fernando Leite Couto e torna obrigat\u00f3rio regressar ao passado de um artista cubano, que se deixou apaixonar por Mo\u00e7ambique e, em particular, pela \u00c1frica. Assim, Oviedo pinta as suas \u201cMem\u00f3rias\u201d, partindo de 1990, altura em que chega a Maputo, para leccionar na Escola Nacional de Artes Visuais. O trabalho art\u00edstico de Ulisses Oviedo, numa leitura sup\u00e9rflua, parece feito de metais, com recurso \u00e0 t\u00e9cnica de soldadura, muito explorada, a t\u00edtulo de exemplo, por artistas contempor\u00e2neos como Bata e Gon\u00e7alo Mabunda. Da mesma maneira, parece fazer uma leitura corrida sobre os intervalos de guerra em Mo\u00e7ambique. Entretanto, Oviedo disfar\u00e7a o metal pintando a cartolina e, talvez, por esta via, a exposi\u00e7\u00e3o inicie com rostos e m\u00e1scaras, aparentemente met\u00e1licas, que na verdade foram bem pintadas de modo a parecer o que n\u00e3o \u00e9. Outra t\u00e9cnica, pouco usada em Mo\u00e7ambique, \u00e9 a japonesa \u201cOrigami\u201d, aqui misturada ao acr\u00edlico, para dar origem \u00e0 t\u00e9cnica mista e, diga-se, por esta via, a imagina\u00e7\u00e3o e o talento de Oviedo s\u00e3o a mat\u00e9ria-prima para a materializa\u00e7\u00e3o da sua sexta exposi\u00e7\u00e3o individual. Em \u201cMem\u00f3rias\u201d, Ulisses Oviedo \u00e9 um africano que traz \u00e0 luz o seu sentimento, atrav\u00e9s de obras idealizadas a partir de 2006, dois anos depois de ter exposto \u201cRetrospectivas\u201d, no Museu Nacional de Arte, em Maputo, onde em termos de conceito, encontra na mesma ideia de regresso, o elemento que lhe ditou a t\u00e9cnica. A forma como Ulisses Oviedo trabalhou a sua exposi\u00e7\u00e3o, revela a sua paix\u00e3o pela oralidade, uma das principais caracter\u00edsticas do continente africano, que transcende manifesta\u00e7\u00f5es como a poesia e a m\u00fasica. Aqui, Oviedo est\u00e1 claro, monta os materiais como quem canta. Alinha, na galeria da FFLC, os instrumentos musicais, como quem monta uma banda de m\u00fasica tradicional. Ora, esta oralidade que ganha seu maior eco na m\u00fasica, mas tamb\u00e9m nas m\u00e1scaras, que por um lado podem significar que a maior riqueza do continente africano est\u00e1 encoberta e, por outro, divaga pela dan\u00e7a tradicional, levando para representa\u00e7\u00f5es como o nortenho \u201cMapiko\u201d, que atravessa as fronteiras rumo a pa\u00edses como o Zimbabwe e o Malawi. Oviedo, pela m\u00fasica e dan\u00e7a, encontra uma das melhores maneiras de exalta\u00e7\u00e3o da sua africanidade. Mas, h\u00e1 mais elementos, nesta coisa de oralidades, como \u00e9 o caso da tradicional maneira de controlar as horas usando as aves. Oviedo consegue representar e nomear aves, levando o apreciador a realidade ou \u00e0s narrativas sobre os galos. Do mesmo jeito, d\u00e1 liberdade a um \u201cPassaro acordado de ilus\u00f5es\u201d. Mas, de outros tantos elementos, o artista e professor de desenho no Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC) n\u00e3o se esquece do lado espiritual da \u00c1frica, este mesmo que mais antigo que a sua chegada e idade (nascido em 1952, Cuba), at\u00e9 mesmo \u00e0s viagens missionarias do Ocidente, conforme explica a obra dedicada \u201caos nossos Deuses\u201d. A exposi\u00e7\u00e3o de pintura \u201cMemorias\u201d, de Ulisses Oviedo, estar\u00e1 patente at\u00e9 28 de Agosto, na Funda\u00e7\u00e3o Fernando Leite Couto."}