{"version":"1.0","provider_name":"TVM - Televis\u00e3o de Mo\u00e7ambique","provider_url":"https:\/\/www.tvm.co.mz\/novosite","author_name":"Edson Sengo","author_url":"https:\/\/www.tvm.co.mz\/novosite\/author\/esengo\/","title":"Quem foi Afonso Dhlakama? - TVM - Televis\u00e3o de Mo\u00e7ambique","type":"rich","width":600,"height":338,"html":"<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"dOSjrvjqfi\"><a href=\"https:\/\/www.tvm.co.mz\/novosite\/2018\/05\/04\/quem-foi-afonso-dhlakama\/\">Quem foi Afonso Dhlakama?<\/a><\/blockquote><iframe sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" src=\"https:\/\/www.tvm.co.mz\/novosite\/2018\/05\/04\/quem-foi-afonso-dhlakama\/embed\/#?secret=dOSjrvjqfi\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Quem foi Afonso Dhlakama?&#8221; &#8212; TVM - Televis\u00e3o de Mo\u00e7ambique\" data-secret=\"dOSjrvjqfi\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" class=\"wp-embedded-content\"><\/iframe><script>\n\/*! This file is auto-generated *\/\n!function(d,l){\"use strict\";l.querySelector&&d.addEventListener&&\"undefined\"!=typeof URL&&(d.wp=d.wp||{},d.wp.receiveEmbedMessage||(d.wp.receiveEmbedMessage=function(e){var t=e.data;if((t||t.secret||t.message||t.value)&&!\/[^a-zA-Z0-9]\/.test(t.secret)){for(var s,r,n,a=l.querySelectorAll('iframe[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),o=l.querySelectorAll('blockquote[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),c=new RegExp(\"^https?:$\",\"i\"),i=0;i<o.length;i++)o[i].style.display=\"none\";for(i=0;i<a.length;i++)s=a[i],e.source===s.contentWindow&&(s.removeAttribute(\"style\"),\"height\"===t.message?(1e3<(r=parseInt(t.value,10))?r=1e3:~~r<200&&(r=200),s.height=r):\"link\"===t.message&&(r=new URL(s.getAttribute(\"src\")),n=new URL(t.value),c.test(n.protocol))&&n.host===r.host&&l.activeElement===s&&(d.top.location.href=t.value))}},d.addEventListener(\"message\",d.wp.receiveEmbedMessage,!1),l.addEventListener(\"DOMContentLoaded\",function(){for(var e,t,s=l.querySelectorAll(\"iframe.wp-embedded-content\"),r=0;r<s.length;r++)(t=(e=s[r]).getAttribute(\"data-secret\"))||(t=Math.random().toString(36).substring(2,12),e.src+=\"#?secret=\"+t,e.setAttribute(\"data-secret\",t)),e.contentWindow.postMessage({message:\"ready\",secret:t},\"*\")},!1)))}(window,document);\n\/\/# sourceURL=https:\/\/www.tvm.co.mz\/novosite\/wp-includes\/js\/wp-embed.min.js\n<\/script>\n","thumbnail_url":"https:\/\/www.tvm.co.mz\/novosite\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/afdhpc.jpeg","thumbnail_width":800,"thumbnail_height":550,"description":"Afonso Dhlakama liderou a Renamo desde a morte de Andr\u00e9 Matsanga\u00edssa, fundador do movimento, em 1979. Dhlakama tornou a Renamo no maior partido da oposi\u00e7\u00e3o e morre numa altura em que estava a alcan\u00e7ar consensos com o Presidente da Rep\u00fablica Filipe Nyusi, em torno da descentraliza\u00e7\u00e3o e dos assuntos militares que compreendem o Desarmamento, a Desmobiliza\u00e7\u00e3o e a Reintegra\u00e7\u00e3o dos homens armados da Renamo. Jovem soldado das For\u00e7as Armadas de Defesa de Mo\u00e7ambique em 1975, Afonso Dhlakama viria a abandonar o ex\u00e9rcito governamental para se juntar em 1976 a Resist\u00eancia Nacional de Mo\u00e7ambique, RNM, o movimento armado criado com o apoio do regime minorit\u00e1rio da ent\u00e3o Rod\u00e9sia do Sul. Ap\u00f3s a morte de Andr\u00e9 Matsangaissa em combate e depois de uma luta pela sucess\u00e3o, Dhlakama tornou-se Presidente do Movimento de oposicao ao Governo da Frelimo. A guerra entre a Renamo e o ex\u00e9rcito governamental durou 16 anos durante os quais Dhlakama se manteve a liderar a Guerrilha. Nos finais da d\u00e9cada de 80, Dhlakama negoceia o fim da Guerra, tendo assinado ap\u00f3s longo per\u00edodo de conversa\u00e7\u00f5es em Roma na It\u00e1lia, o acordo geral de paz com o Presidente Joaquim Chissano a 4 de Outubro de 1992, um acordo que pos fim a guerra de 16 anos e destruiu a economia e infra-estruturas, tendo provocado a morte de milhares de civis. Desde 1992, a Renamo passou a ser um partido pol\u00edtico. Afonso Dhlakama concorreu \u00e0s primeiras elei\u00e7\u00f5es gerais presidenciais mas s\u00f3 obteve 33,7% dos votos contra 53,3 de Chissano. Em Dezembro de 1999 Dhlakama voltou a concorrer e perdeu novamente para Chissano. Dhlakama e o seu partido contestaram as elei\u00e7\u00f5es e cerca de um ano depois, em Novembro de 2000, a Renamo organizou manifesta\u00e7\u00f5es violentas pelo pa\u00eds. Apesar da retoma do di\u00e1logo com o Presidente Joaquim Chissano no inicio de 2001, Dhlakama reafirmou que n\u00e3o reconhecia Chissano como Presidente da Rep\u00fablica de Mo\u00e7ambique e solicitou a recontagem dos votos nos quais havia perdido por uma margem m\u00ednima de 200 mil votos. Em Novembro de 2003, a Renamo perdeu novamente para a Frelimo e Dhlakama solicitou mais uma vez ao Conselho Constitucional a impugna\u00e7\u00e3o dos resultados alegando irregularidades no processo eleitoral aut\u00e1rquico, razoes que evocaria nas derrotas presidenciais de 2004 e 2009 para Armando Guebuza. A falta de consensos no di\u00e1logo com o Presidente Armando Guebuza, levou Afonso Dhlakama a abandonar a capital do pa\u00eds para se instalar em Nampula e de seguida para Santunjira, localidade de Vunduzi, distrito de Gorongosa, na Prov\u00edncia de Sofala. Afonso Dhlakama amea\u00e7ou dividir o pa\u00eds, e a Renamo protagonizou ataques armados no centro do pa\u00eds, sobretudo ao longo da Estrada nacional numero 1. O ataque das for\u00e7as governamentais ao quartel-general da Renamo em Santunjira, levaram Dhlakama a refugiar-se num local incerto. Ap\u00f3s um per\u00edodo de incertezas, Afonso Dhlakama reapareceu em p\u00fablico, recenseou-se e anunciou que iria concorrer para as elei\u00e7\u00f5es de 2014. As elei\u00e7\u00f5es tiveram lugar a 15 de Outubro de 2014 e Dhlakama voltou a perder desta vez para o candidato da Frelimo, Filipe Nyusi. Mais uma vez, Dhlakama contestou os resultados e anunciou que iria governar nas prov\u00edncias onde o partido tinha ganho nas legislativas. Ap\u00f3s tr\u00eas atentados contra a sua vida a 12 de Setembro de 2015, a 25 de Setembro do mesmo ano e a 02 de Outubro de 2015, Dhlakama aceitou o di\u00e1logo com o Presidente Filipe Nyusi. Durante mais de um ano, as conversa\u00e7\u00f5es n\u00e3o registaram avan\u00e7os e o Presidente Filipe Nyusi anunciou um novo modelo de di\u00e1logo mais directo com Afonso Dhlakama. Ap\u00f3s um ano de di\u00e1logo, o Presidente Filipe Nyusi deslocou-se por duas vezes a Gorongosa para acertar os pontos sobre a descentraliza\u00e7\u00e3o. Em 2017, foram anunciados consensos no di\u00e1logo e o pacote de descentraliza\u00e7\u00e3o foi submetido ao Parlamento pelo Presidente da Rep\u00fablica. [iframe width=&#8221;808&#8243; height=&#8221;395&#8243; src=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/embed\/S_bMAfgcB18&#8243; frameborder=&#8221;0&#8243; allow=&#8221;autoplay; encrypted-media&#8221; allowfullscreen ]"}