Nobel da Paz Desmond Tutu hospitalizado devido a “infeção teimosa”

O antigo arcebispo sul-africano Desmond Tutu, Nobel da Paz em 1984, foi hoje hospitalizado na África do Sul para o tratamento de uma “infeção teimosa”.

O antigo arcebispo sul-africano Desmond Tutu, Nobel da Paz em 1984, foi hoje hospitalizado na África do Sul para o tratamento de uma “infeção teimosa”.
A CABOTAGEM marítima vai arrancar no primeiro trimestre do próximo ano, anunciou, há dias, o Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita. O governante explicou que para a concretização deste objectivo foi já criada uma empresa detida pela Transmarítima, em parceria com investidores franceses, decorrendo, neste momento, o processo de identificação das embarcações que vão operar este serviço. Leia mais

O número de novos casos de malária registou uma redução no ano passado para 228 milhões, segundo estimativas divulgadas hoje pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera os progressos insuficientes para atingir a eliminação em 2030.
Presidente da República defende reflexão profunda sobre a necessidade de inclusão da pessoa com deficiência. Filipe Nyusi, que falava na cidade de Pemba, em Cabo Delgado, disse que ninguém tem direito de excluir o próximo por causa da sua condição.
Presidente da República diz que o desenvolvimento de Cabo Delgado exige do Hospital Provincial de Pemba investimentos em equipamento e capital humano.Filipe Nyusi, que visitou a maior unidade hospitalar da província, interagiu com os utentes, acompanhantes de pacientes e o pessoal técnico.
Mais de duzentas e vinte pessoas vão ser formadas por ano em vários cursos de hotelaria e turismo, na cidade de Pemba, com padrões que respondem as actuais exigências do mercado.Para o efeito, o Presidente da República inaugurou esta terça-feira o Hotel Escola, na capital provincial de Cabo Delgado.
O QUADRO do HIV/SIDA continua preocupante em Moçambique apesar dos avanços que o país registou nos últimos cinco anos nas áreas de prevenção e combate. A preocupação foi partilhada ontem pelo Presidente da República, falando na celebração do 1 de Dezembro, Dia Mundial de Combate àSIDA, que teve como palco a cidade de Nampula. Uma das apreensões de Filipe Nyusi tem a ver com o contínuo registo de novas infecções, mas também com os níveis de transmissão vertical (de mãe para filho),que continuam altos, com uma taxa de 15 por cento. O estigma e discriminação apessoas que vivem ou que estão afectadas pela doença adensam o quadro deinquietações. Ainda assim, segundo o Chefe do Estado, como resultado do esforço conjunto do Governo e parceiros de cooperação, entre 2014 e 2018 Moçambique registou uma redução de cerca de 20 por cento de mortes relacionados com o HIV/SIDA, havendo perspectivas animadores de que a luta prossiga com maior dinamismo. Os avanços alcançados, segundo Nyusi, são sobretudo resultado de várias acções como o quarto Plano Estratégico Nacional de Resposta e da Estratégia 90/90/90 da ONUSIDA. Ao abrigo desta estratégia, explica o Chefe do Estado, pretende-se que 90 por cento das pessoas vivendo com HIV no país sejam diagnosticadas através da expansão dos serviços de aconselhamento e testagem. Também se pretende que 90 por cento das pessoas diagnosticadas recebam tratamento anti-retroviral e que 90 por cento daqueles que recebem este tratamento tenham o vírus no sangue fragilizado, para que não possam transmiti-loa outras pessoas. “Estamos a trabalhar para isso”, assegurou o Chefe do Estado. Explicou que algumas das novas infecções com o vírus estão relacionadas com práticas tradicionais e comportamentos sociais reprováveis. “O estigma e a discriminação têm levado ao abandono de pessoas vivendo com HIV por parte de parceiros ou familiares. Também levamà redução da sua auto-estima, à exclusão social, perda de emprego e bens, fraco desempenho no trabalho, negação de serviços púbicos básicos, falta de cuidados e apoio ou até a serem vítimas de violência”, disse Filipe Nyusi. Para o Chefe do Estado, estas atitudes negativas da sociedade levam a que muitas pessoas evitem os testes deHIV ou não revelem o seu estado serológico, o que acaba por ter reflexos no quadro geral da doença. Sobre os avanços registados ao longo do quinquénio, o Presidente da República disse que no início os serviços de tratamento anti-retroviral no país estavam apenas disponíveis em 753 unidades do Serviço Nacional de Saúde, correspondendo a uma cobertura de 52 por cento, contra as actuais 1538 unidades sanitárias que asseguram uma cobertura estimada em 93 por cento. Esta expansão, segundo o Presidente da República, também resultou no aumento do rastreio das pessoas que vivem com a doença que beneficiam do tratamento anti-retroviral, que passou de 640.312 em 2014, para pouco mais de um milhão e trezentos mil pacientes até Junho do presente ano. Presentes na cerimónia estiveram a representante da sociedade civil, Gilda Jossias; a coordenadora residente das Nações Unidas, Myrta Kaulard;o embaixador dos Estados Unidos da América, Dennis Hearne, em representação dos parceiros de cooperação. Nas suas mensagens,reiteraram a disponibilidade de continuar a apoiar o Governo moçambicano no combate à doença.
Investidores nacionais e estrangeiros vão continuar a receber incentivos fiscais do Governo para levarem avante os seus projectos e elevarem a sua contribuição para o crescimento da economia. A garantia foi feita sexta-feira pelo Ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, intervindo nas Jornadas Científicas da Autoridade Tributária de Moçambique (AT), realizadas em Maputo,sob o lema “Implicações dos benefícios fiscais na mobilização das receitas do Estado”. Segundo o ministro, Moçambique não é único país da região e do mundo que concede benefícios fiscais como estratégia para atrair investidores estrangeiros, que dessa forma se sentem estimulados a instalar fábricas que criam empregos para os nacionais. Na sequência, de acordo com Ragendra de Sousa, os cidadãos empregados contribuem para a economia pagando impostos ao Estado. Recordou ainda que os benefícios fiscais oferecidos às empresas nacionais e estrangeiras não são permanentes, massim por um período determinado, citando o caso da multinacional Heineken, que vai beneficiar de incentivos por três anos. Defendeu ainda uma reflexão sobre o sistema fiscal nacional, sustentando que essa facilitação deve ter em vista promover o crescimento económico do país. Por seu turno, o representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Moçambique, Ari Aisen, disse que este é um tema extremamente importante para o país, advertindo que, ainda assim, não pode ser visto de uma forma ideológica, porque muito países conduziram políticas industriais e conseguiram desenvolver. “É preciso saber exactamente o que o investidor nacional e estrangeiro precisam para tomar as suas decisões de investimento. Aí vem a questão dos incentivos fiscais como um instrumento. Claramente, os investidores estão a olhar para outras coisas além desse tipo de incentivos, os investidores privados olham também o horizonte da estabilidade económica e a inflação do país”, explicou Ari Aisen. Recordou ainda que os incentivos fiscais podem ser ligados àquestão da estabilidade macro, uma vez que há benefícios que podem advir desse ambiente e sustentarem o crescimento económico e a criação de emprego, mas também existem muitos outros incentivos que não contribuem para o desenvolvimento económico e acabam sendo um desperdício, porque abortam o crescimento e reduzem a base tributária. “A estabilidade macroeconómica implica estabilidade fiscal. A estabilidade fiscal, por seu turno, implica uma receita tributária forte e, em Moçambique, hoje, temos poucos contribuintes pagando muito. O mais importante é alargar a base tributária. Então,a questão que se coloca é como apoiar um processo transparente e bem feito que vai dar resultados e,ao mesmo tempo,fazer com que a base tributária seja alargada para que a arrecadação de receitas aumente e o défice fiscal pare de crescer”, frisou. As IIJornadas Científicas da Autoridade Tributária de Moçambique contaram com a presença de funcionários da instituição, parceiros de cooperação, estudantes universitários,entre outros convidados.
O PRESIDENTE da República, Filipe Nyusi, chega hoje a Kigali, a capital do Ruanda, para uma visita de trabalho de dois dias a este país africano da região dos Grandes Lagos, destinada a manter acesas as relações de amizade e de cooperação entre os dois Estados. Um comunicado da Presidência da República recebido na nossa Redacção indica que,no Ruanda, o Chefe do Estado vai participar, hoje e amanhã, em Kigali, na XX Conferência Internacional sobre Sida e Infecções de Transmissão Sexual em África (ICASA 2019), que vai decorrer sob o lema “África livre deSIDA: inovação, comunidade e liderança política”. A ICASA é uma plataforma que visa chamar atenção aos líderes africanos para a estratégia 90-90-90 e concentra-se na renovação do seu compromisso de uma África livre daSIDA e de como alcançar essa visão. Durante a visita, Filipe Nyusi estará num frente-a-frente com o seu homólogo ruandês, Paul Kagame, no qual será passada em revista a cooperação bilateral. O Chefe do Estado vai igualmente participar no diálogo de alto nível sobre investimentos em África, evento que vai reunir líderes do continente. Neste encontro, o Presidente da República, que desembarca esta manhã em Kigali, vai fazer uma intervenção na qual destacará, mais uma vez, o compromisso do Governo no sector, traduzido em acções visando,sobretudo,garantir o acesso e uma assistência de qualidade aos cidadãos, bem como a expansão dos cuidados de saúde às zonas mais recônditas do país. Falando ontem a jornalistas que acompanham o Chefe do Estado moçambicano nesta deslocação, o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, explicou que a importância do sector daSaúde em Moçambique, emsi transversal, ditou a participação de uma delegação moçambicana chefiada ao mais alto nível. Pacheco afirmou que,fundamentalmente,Moçambique pretende partilhar, colher experiência e avaliar o trabalho que tem sido feito para criar cada vez melhores condições de atendimento aos cidadãos. O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação sublinhou que a questão da saúde em Moçambique é prioridade das prioridades, tendo em conta a sua transversalidade. Várias acções estão em curso no sector da Saúde no país, destacando-se a iniciativa presidencial “Um distrito,um hospital”, um desafio que, segundo José Pacheco, permitirá que Moçambique dê um grande salto em termos de atendimento aos cidadãos. “Não há dúvida que a saúde é uma prioridade fundamental, porque homens saudáveis são capazes de dar maior contribuição à produção”, indicou o governante, acrescentando que,ligado a este exercício do Executivo, existe um programa de formação aos mais variados níveis para garantir pessoal de qualidade no sector. Felisberto Arnaça em Kigali
A Polícia sul-africana apreendeu 100 chifres de rinocerontes e carcaças de quatro tigres, numa rusga a duas quintas no noroeste do país, anunciou ontem. A África do Sul, que alberga cerca de 80% da população mundial de rinocerontes, tem sido o epicentro da caça furtiva a estes animais nos últimos anos. Em 2018, a caça furtiva foi responsável pela morte de 769 espécimes, com o número total de animais mortos na última década a ultrapassar os 7100. Durante a operação, conduzida por uma força de elite da Polícia, três suspeitos foram detidos. “As detenções resultam de uma operação de investigação”, referiu a força de elite, num comunicado. De momento, as autoridades ainda não referiram de onde são oriundos os chifres e as carcaças. O Parque Nacional do Kruger, na zona da fronteira entre a África do Sul e Moçambique, tem sido um foco deste tipo de caça. Os chifres de rinoceronte têm uma forte procura na China e no Vietname, onde são usados, entre outros, na medicina tradicional ou como afrodisíacos. Estima-se que o preço possa alcançar os 60 000 dólares por quilograma.