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Obrigatoriedade de uso de máscaras é quase impraticável nos mercados da capital moçambicana

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A obrigatoriedade para o uso de máscaras de protecção é quase que impraticável nos mercados da capital do país. Tomamos como exemplo o mercado do Xipamanine onde poucos usam as máscaras e se as têm está mal colocada. Apesar de não fazer parte do nosso dia-a-dia, a máscara de protecção é de uso obrigatório em locais movimentados e com significativa aglomeração como forma de nos protegermos da covid-19. A equipa de reportagem da TVM decidiu visitar o mercado do xipamanine para ver como está a ser implementada a medida para o uso das máscaras de protecção. O que se constata é que poucos têm as máscaras colocadas. A maioria têm-nas nos bolsos ou no pescoço. Rosa sabe que deve estar sempre de máscara. Mas nem todos sabem disso e as justificações são variadas. Logo a seguir Pedro Samuel foi buscar a máscara à sua banca. As medidas básicas de higiene são de conhecimento de quase todos. No mercado do xipamanine, vimos máscaras de todo o tipo. De capulana, pequenas ou grandes. Que cobrem a boca e o nariz ou que cobrem parte das zonas de risco. Máscaras com marca ou simples. Máscaras profissionais ou artesanais são também vistas um pouco por todo o lado. Os vendedores, quase todos usam a máscaras mas, os utentes nem por isso. Muitos circulam como se o perigo estivesse longe. Falar do distanciamento de 1 metro e meio entre as pessoas, isso é impossível neste mercado. Juntinhos, os clientes escolhem as peças que desejam. O mais caricato é ver os vendedores de máscaras de protecção, sem máscara. A vida segue no mercado do xipamanine, como se o coronavirus, ou SARS-CoV-2 ou ainda COVID-19, terminasse na televisão.


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Propagação do mal do Panamá: Situação afecta farmas de produção da Banana na zona norte do país

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Farmas de produção da banana estão em quarentena na zona norte do país, devido a contínua propagação do Mal do Panamá, uma doença que afecta a bananeira. Neste momento Moçambique não possui um Mapeamento das zonas realmente afectadas pela doença por isso as farmas localizadas na zona sul estão em risco eminente de ver os campos de Banana totalmente destruídos. Em dois mil e dezanove Moçambique iniciou com os trabalhos de colheita de amostras de Bananeiras para o Mapeamento das zonas contaminadas pelo Mal do Panamá, uma doença que já causou a eliminação de cerca de mil e quinhentos hectares de plantações de Banana só na província de Nampula. Através de um projecto denominado FOC TR4 especialistas efectuaram durante sete meses o rastreio de quase todas as províncias do país. Recentemente os gestores do FOC TR4 anunciaram o fim do projecto financiado pelo Departamento da Agricultura dos Estados Unidos da América e Governo de Moçambique. O facto deixa o país sem mapeamento das zonas realmente afectadas pela doença o que coloca em risco o sector que produz a fruta mais consumida do mundo, a Banana. Neste momento, todas farmas de produção da banana localizadas na zona norte do país estão em quarentena obrigatória devido a propagação da doença. Nenhuma pessoa ou viatura entra ou sai da farma sem obedecer as medidas de desinfecção e prevenção, que estão cada vez mais apertadas. Os produtores de Banana clamam pelo apoio do governo. O governo diz estar em busca de financiamento para dar continuidade aos trabalhos de recolha de amostras para o diagnóstico ou não da doença em várias regiões do país. O sector comercial da Banana em Moçambique contribuía com cerca de sessenta milhões de dólares anualmente. Com a Falência da Maior Farma do país, a Matanusca, a contribuição baixou para menos de metade.


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INS testa mais amostras de Afungi para Covid-19

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O laboratório do Instituto Nacional de Saúde (INS) recebeu, na tarde de hoje, quase 80 amostras recolhidas no acampamento de Afungi, distrito de Palma, província nortenha de Cabo Delgado, no âmbito da realização da testagem massiva de modo a conter o contágio. As amostras resultam do trabalho que é feito desde a manhã de hoje pela equipa de epidemiologistas que se encontram a trabalhar em Afungi, informou um representante do INS, durante o informe do balanço sobre a evolução da pandemia. Os epidemiologistas, dirigidos pelo director adjunto do INS, Eduardo Samo Gudo, chegaram ontem em Pemba tendo se reunido com as estruturas locais e hoje deslocaram-se a Afungi para o início da testagem massiva. Rosa Marlene, directora nacional de Saúde Pública, falando no habitual balanço sobre a Covid-19, disse que pelosegundo dia, no processo de testagem, o nosso país não regista casos de infecção pelo novo coronavírus. Entretanto, nas últimas 24 horas, o Instituto Nacional de Saúde testou 84 amostras colhidas na cidade de Maputo (31), Maputo província (52) e um da província de Gaza. Assim, o nosso país já testou 1.772 amostras suspeitas, tendo registado um cumulativo de 76 casos positivos, nove indivíduos completamente recuperados da infecção, 68 de contaminação local e 8 importados, referiu. A fonte explicou que já foram rastreadas mais de 518 mil pessoas, das quais 11.500 foram submetidas a quarentena e 831 continuam em seguimento.


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País procura repatriar moçambicanos retidos no estrangeiro

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Um total de 75 cidadãos moçambicanos que se encontram retidosem seis países devido ao bloqueio imposto pela pandemia do novo coronavíruscontactaram as autoridades governamentais nacionais solicitando apoio para o regresso ao país. Do total, 27 encontram-se na Índia, 21 em Portugal, 10 no Brasil, oito no Paquistão e igual número em Angola. Há também um moçambicano que se encontra em Sri Lanka. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Geraldo Saranga, referiu recentemente que a maioria destes cidadãos foi retido naqueles países quando se encontrava em missões de tratamento médico, visita a familiares, trabalho ou turismo. Explicou que o Executivo está a trabalhar com os governos daqueles países para se encontrar uma forma de repatriá-los. “Estamos a negociar com as entidades desses países para encontrarmos uma forma de repatriar os cidadãos moçambicanos retidos no estrangeiro e que foram encontrados em contra-pé por conta da Covid-19”, explicou o porta-voz. Por outro lado, Saranga referiu que até ao momento foram registados pelo menos oito moçambicanos residentes no estrangeiro infectados pela pandemia do novo coronavírus, dos quais um, natural de Alto-Molocuè, na Zambézia, perdeu a vida na Alemanha. Dos oito infectados, três estão nos Estados Unidos da América, dois na Suíça, um em Espanha, outro em Portugal e um, já morto, na Alemanha. Em relação aos estudantes que se encontram na República Popular da China, indicou que todos passam bem e não há relatos de maus-tratos, como alguma imprensa noticiou.


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Detidos por violar e assassinar jovem de 26 anos

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Dois homens encontraram-se sob custódia policial desde a tarde de ontem, na 24 ª esquadra no bairro de Magoanine “C”, vulgo Matendene, na cidade de Maputo, indiciados de roubar, violar e assassinar uma jovem de 26 anos de idade. O crime ocorreu no bairro do Zimpeto, na cidade capital, por volta das 21 horas da última 5ªfeira (23), quando a vítima regressava do trabalho. Os meliantes interpelaram a vítima e arrastaram-lhe para uma casa de banho de uma residência não habitada, onde arrancaram seus bens, violaram sexualmente e por fim, assassinaram e abandonaram o corpo no local. Na sequência, os indiciados teriam efectuado uma ligação telefónica para a mãe da finada, para lhe exigir quatro mil meticais, em troca da informação do paradeiro da filha. Por sua vez, a mãe comunicou o caso às autoridades policiais e a corporação efectuou diligências que culminaram com a detenção dos violadores, na tarde de ontem, no Mercado Estrela Vermelha, na cidade de Maputo. Durante a operação houve tumultos caracterizados por arremessos de pedras, garrafas, e outros objectos contundentes, contra os agentes da polícia, com pretensões de impedir que a captura dos meliantes se efectivasse, o que degenerou num tiroteio, nas imediações do mercado e detenção do grupo. Leonel Muchina, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, indicou que em conexão com os tumultos foram neutralizados mais três indivíduos indiciados de tentativa de inviabilizar a operação e de aquisição de bens roubados. Acrescentou que a detenção dos violadores foi possível através do rastreio dos telemóveis furtados da vítima.


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Covid-19: Presidente do Município de Maputo e esposa lançam campanha de produção de dois milhões de máscaras

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O Presidente do Conselho Municipal da cidade de Maputo, Eneas Comiche, e esposa procederam, ontem, ao lançamento de uma campanha de produção de dois milhões de máscaras, no âmbito da prevenção do Covid-19. As máscaras vão ser distribuídas aos munícipes, com particular destaque aos grupos de pessoas vulneráveis e de maior risco de contaminação pelo novo coronavírus. O edil de Maputo, Eneas Comiche, agora curado depois da infecção pelo novo coronavírus, decidiu liderar a campanha de produção e distribuição de máscaras. A fábrica de máscaras do Centro de Formação de Formação Profissional de Magoanine “C” tem a capacidade de produzir pouco mais de cem máscaras por dia. – ( RM)


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Presidente Nyusi convoca CND

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O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Filipe Nyusi, convocou para esta manhã (23) o Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS). O encontro vai, dentre outras mantérias, avaliar o estado de segurança no país, fazer o balanço preliminar do grau de implementação do decreto presidencial sobre o estado de emergência. Refira-se que esta é a segunda sessão ordinária desde a tomada de posse do CNDS, órgão dirigido pelo Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança.


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Resposta à COVID-19: Saúde prepara reforço da capacidade de testagem

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A CAPACIDADE nacional de testagem da Covid-19 pode atingir, proximamente, os seis mil exames por dia, com a prevista operacionalização de quatro laboratórios regionais e instalação de equipamentos de especialidade, no quadro das acções de resposta à pandemia. O director-geral-adjunto do Instituto Nacional de Saúde (INS) explica que os laboratórios regionais serão instalados nas cidades da Beira, Quelimane, Nampula e Pemba, devendo cada um deles ter capacidade para realizar 400 testes por dia. Falando ontem em Maputo no habitual briefing com jornalistas para actualizar os dados sobre a Covid-19, Eduardo Samo Gudo disse que, nas restantes províncias do país, os hospitais que realizam testes de tuberculose vão usar o mesmo equipamento para exames daCovid-19, para o que necessitarão apenas de reagentes específicos. A perspectiva é que estas unidades sanitárias passem a ter uma capacidade individual para realizar cem testes por dia. Já na capital do país, onde funciona o laboratório de referência, no INS, Samo Gudo disse que será instalado um equipamento adicional para reforçar a capacidade, não tendo avançado o nível de desempenho que o mesmo passará a ter. Segundo a fonte, a expansão da capacidade de testagem está dependente da disponibilidade de reagentes no mercado internacional, uma vez que os principais fornecedores também estão a ser afectados pela Covid-19. Entretanto, as 53 amostras levadas a teste no laboratório de virologia do INS deram resultado negativo para o coronavírus, segundo dados confirmados ontem pela directora nacional de Saúde Pública. Segundo Rosa Marlene, o país mantém em 39 o número de infecções confirmadas, das quais 31 activas, uma vez que oito pacientes foram declarados curados. No habitual informe sobre a incidência da Covid-19 no país, Rosa Marlene explicou que, desde a eclosão da pandemia, 1163 pessoas foram testadas no país e outras 2900 permaneceram em quarentena, estando actualmente em seguimento1195. A fonte confirmou ainda a morte de um cidadão moçambicano residente na Alemanha, vítima da Covid-19. Outra vítima mortal desta pandemia foi um outro cidadão que, segundo Rosa Marlene, em tempos residiu em Moçambique, mas que ultimamente residia na cidade de Londres. Actualmente, as autoridades trabalham na determinação da nacionalidade deste indivíduo à data da sua morte. O número de casos da Covid-19 já ultrapassa os 2.5 milhões em todo omundo, com mais de 170 mil mortos. Em África já foram contabilizados mais de 23 mil infecções e 1158 mortos, havendo um registo decerca de seis mil recuperados.


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Maputo empenhada na prevenção da Covid-19

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OS provedores de serviços, a nível da cidade de Maputo, estão focados no cumprimento e divulgação de medidas de prevenção do novo coronavírus, de acordo com o decreto presidencial que dita o Estado de Emergência. Este posicionamento foi defendido, hoje, por Sheila Lobo de Castro, directora da Saúde na cidade de Maputo que falava à margem da 3.ª sessão do Comité Operativo de Emergência em Saúde Pública, para avaliar a actuação do sector na mitigação da pandemia viral. De Castro apontou que cada sector está a fazer a sua parte, de modo a proteger os cidadãos da contaminação pela Covid-19. “O sector da Saúde está focado em disseminar mensagens de prevenção da Covid-19 nas comunidades, bem como em assistir os casos positivos e rastrear os viajantes”, disse. A directora da Saúde afirmou que nos próximos dias, o Comité Operativo de Emergência em Saúde Pública vai reunir com o sector de transportes para estudar formas de melhorar a actuação, com vista a reduzir o risco de infecção pelo novo coronavírus nos meios de transporte público e privado. Entretanto, apelou aos cidadãos a cumprirem o isolamento social, durante o período em que as empresas dispensam a sua presença física no local de trabalho. “Estamos a notar que, durante os 15 dias em que os trabalhadores deviam ficar em casa, estes aproveitam para fazer outras coisas, propiciando enchentes nas paragens”, disse. O Comité Operativo de Emergência em Saúde Pública foi orientado pela secretária do Estado, Sheila Santana Afonso e contou ainda com a presença dos sectores da saúde, protecção e segurança, transporte e indústria,e comércio.


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