Author name: Edson Sengo

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Saúde e Lazer

Tomar banho antes de ir dormir: Sim ou não?

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A ciência diz que tomar um duche de manhã não só o ajuda a despertar como aumenta a criatividade. Porém novas pesquisas garantem: se deseja dormir um sono descansado e tranquilo, tomar um banho à noite é o melhor que pode fazer. Os especialistas asseguram que há provas conclusivas que um duche ou banho noturno podem ajudá-lo a adormecer – mas apenas se os tomar na altura certa! O truque é este: não tome duche a horas muito tardias. “Não deve elevar a temperatura do corpo mesmo antes de ir para a cama”, diz a médica Dianne Augelli, clínica no Centro de Medicina do Sono, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. Isto porque a temperatura do corpo é um fator determinante na regulação do ritmo circadiano, responsável por transmitir ao organismo sobre quando deve sentir-se sonolento ou desperto. Durante o dia, a temperatura corporal aumenta naturalmente até ao final da tarde, quando se denota uma reversão desse processo biológico e começa a decrescer. “O arrefecimento é um sinal que nos diz que devemos ir dormir”, afirma a especialista, como tal se interromper este processo pode experienciar uma maior dificuldade em adormecer. Tomar banho ao inicio da noite dá tempo ao corpo para que volte a arrefecer e pode mesmo provocar mais sono, salienta Shelby Harris, diretora do Centro Médico Comportamental do Sono Montefiore, em Nova Iorque. Harris recomenda que termine o duche pelo menos uma hora ou meia hora antes de ir para a cama. Dessa forma, quando se deitar, o corpo já terá arrefecido e estará pronto para uma boa noite de sono – bons sonhos.


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Curiosidades

Ciência diz que as mulheres são mais generosas e os homens mais egoístas

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Várias pesquisas demonstram que quando uma mulher e um homem são colocados na mesma situação envolvendo uma soma de dinheiro, as mulheres tendem a partilhá-lo mais generosamente do que os homens. E agora um novo estudo explica porque isto acontece… Segundo um grupo de investigadores da Universidade de Zurique, na Suíça, o cérebro feminino responde de modo diferente do que o masculino quando confrontado com situações que implicam a demonstração de generosidade ou de atitudes egoístas. O estudo publicado no periódico Nature Human Behaviour é o primeiro que demonstra a existência de facto de uma predisposição biológica e de género para a generosidade. Os investigadores pretendiam observar como o striatum – uma parte do cérebro que é ativada durante o processo de toma de decisões e das consequentes recompensas – iria responder em cenários diferentes. Como tal pediram a 40 adultos para integrarem um conjunto de experiências que registassem imagens digitais do cérebro, enquanto tomavam decisões face à partilha ou não de dinheiro. Como esperado, a região do striatum no cérebro revelou-se mais ativa nas mulheres quando optaram por tomar decisões mais “generosas e em prol de terceiros”, comparativamente a quando fizeram escolhas consideradas egoístas. Para os homens, detetou-se o inverso. Seguidamente, foi pedido aos participantes que ingerissem drogas capazes de bloquear a transmissão de dopamina no cérebro, interrompendo assim “o sistema de recompensa”. Nestas circunstâncias, as mulheres mostraram-se mais egoístas e os homens tornaram-se curiosamente mais generosos – sugerindo que certos fármacos podem afetar a benevolência dos indivíduos. O coordenador do estudo, Alexander Soutschek, professor doutorado naquela universidade suíça, alerta que apesar destas diferenças terem sido detetadas do ponto de vista neurológico, não significa que sejam genéticas e que se encontrem programadas no ADN humano. Contrariamente, o académico aponta como ‘culpadas’ as normas culturais e sociais estabelecidas nas típicas sociedades patriarcais, e que separam ambos os sexos desde o nascimento. Os sistemas de aprendizagem e de recompensa no cérebro estão interligados, explica Soutschek, e vários estudos já provaram que as raparigas tendem a ser recompensadas com elogios e com cumprimentos positivos (mais do que os rapazes), por comportamentos e atitudes tomados em prol da sociedade. Noutras palavras, as raparigas aprendem desde tenra idade – e os seus cérebros adaptam-se a essa realidade – que vão receber elogios e reconhecimento pelo seu altruísmo.


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Economia

Moçambique prepara revisão em baixa do PIB para este ano

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O ministro das Finanças de Moçambique admitiu hoje rever a previsão de crescimento de 5,3% para a economia neste ano, para um valor não explicitado, mas que ficará acima dos 3% previstos pelo FMI. “Admitimos que possamos rever em baixa a previsão de crescimento para este ano, mas nunca para os níveis do FMI, que são bastante conservadores”, disse Adriano Maleiane, em entrevista à agência Lusa, à margem dos Encontros da Primavera, que decorrem até hoje em Washington. Na base desta revisão em baixa está, por exemplo, “a convicção de que a Vale está a reduzir as projeções que tinha para as exportações devido a alguns problemas, que são coisas que não estavam previstas na altura das nossas previsões”, explicou o ministro, notando, no entanto, que “a projeção de 5,3% [de crescimento para este ano] tem realismo, mas também um fator mobilizador, algo que toda a sociedade devia continuar a pensar, a clareza está aí”. Sobre 2017, ano em que o FMI estima que a economia moçambicana tenha crescido 2,9%, Maleiane diz que o valor final será conhecido no final do próximo mês, mas que o mais provável é que o crescimento se situe entre os 3,4% e 4%. “Os resultados efetivos do instituto oficial das estatísticas indicam que o país cresceu 3,7%, e se houver regularidade estatística, quando saírem os dados definitivo em maio, há um desvio 0,3 pontos para cima ou para baixo, portanto este é que é o ponto de partida para 2018”, considera o governante. Para Maleiane, “até é bom que haja alguém com uma visão pessimista para nos dar mais força e fazermos um pouco mais, porque a economia tem todas as condições para se levantar”, até porque “Moçambique não pode viver de mão estendida, não faz sentido”. É verdade, admitiu, que “o corte no apoio [financeiro internacional] fez diferença, mas não pode ser o fim do mundo, e até pode ser a forma de cada um começar a perceber que tem de fazer pela vida, e não viver apenas na base do apoio que, sendo importante, vai mantendo a nossa capacidade de ser eternos dependentes”.


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Economia

FMI foi pessimista, dívida não vai subir tanto este ano

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O ministro das Finanças de Moçambique considerou hoje à Lusa que as previsões do Fundo Monetário Internacional sobre o aumento da dívida pública “são pessimistas”, e que o país não vai endividar-se tanto este ano. Em entrevista à Lusa, à margem dos Encontros da Primavera do FMI e do Banco Mundial, que decorrem até hoje em Washington, Adriano Maleiane exemplificou que “as projeções do FMI consideram que, como a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos precisa de financiamento de dois mil milhões de dólares com garantia estatal para participar no projeto do gás natural, na metodologia do FMI isso conta como aumento do endividamento”. O Fundo considera, na sua metodologia de análise das contas públicas, que como a garantia estatal pode ser acionada, o valor conta para o endividamento deste ano, mesmo que a garantia não seja acionada, o que eleva a previsão de dívida pública para 110% e 116% em 2018 e 2019. “Como é uma empresa pública, colocam o valor como dívida, da mesma forma que puseram as garantias estatais dadas a duas empresas públicas que estão agora em discussão, mas não tem efeito na dívida, e sobe [nas previsões] por isso mesmo, mas não há previsão de nos endividarmos a este nível”, vincou o governante na entrevista à Lusa. Questionado sobre a ultrapassagem de todos os indicadores de sustentabilidade da dívida, que o FMI utiliza para aferir se Moçambique é elegível para empréstimos ao abrigo dos programas de apoio financeiro, Maleiane admite que o rácio da dívida face ao PIB é um indicador importante, mas sublinha que dá mais importância ao peso do serviço da dívida face às receitas e face às exportações, bem como ao rácio entre ao valor atual da dívida pública face ao PIB. Como se chegou, então, a uma situação em que o país fura todos os limites de sustentabilidade da dívida? Para Maleiane, a resposta está em 2016: “em 2015 tínhamos todos os indicadores dentro dos parâmetros, mas em 2016 a descida da taxa de câmbio fez muita diferença na dívida em meticais, fez com que todos os indicadores ficassem acima dos limites”. O valor do metical face ao dólar piorou de 44, em 2015, para 81, “e só isso fez todos os indicadores ficarem fora do sistema”, salienta o governante, apontando que “só com a recuperação do metical em 2017, sem fazer nada, já temos pelo menos um indicador dentro do limite, e todos os outros baixaram significativamente”. Mesmo assegurando que a dívida não sobe para os 110% e 116% que o FMI prevê para este e o próximo ano, Maleiane diz que a prioridade é manter as reformas para que os agentes privados consigam financiamento para fazer investimentos. “Queremos que o setor privado vá ao mercado a preços mais acessíveis e o Estado se endivide pela via ‘concessional’, no Banco Mundial ou no Banco Africano de Desenvolvimento”, diz, lembrando que “ainda há esta capacidade tendo em conta o rácio entre o valor presente da dívida e o PIB” e que “entre 2015 e 2019 [as instituições internacionais de crédito a preços mais baixos que os de mercado] vão pôr à disposição de Moçambique 1,7 mil milhões de dólares”.  


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Mundo

Presidente francês começa hoje visita de Estado aos EUA

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O presidente francês, Emmanuel Macron, inicia hoje uma visita de três dias a Washington, durante a qual deverá apelar ao Presidente norte-americano para que mantenha o acordo nuclear iraniano e o envolvimento dos EUA na Síria. Trata-se da primeira visita de Estado a Washington desde que Donald Trump assumiu funções como Presidente dos Estados Unidos. Segundo a Associated Press, a deslocação deverá ser sobretudo simbólica, não se esperando grandes avanços, mas Macron deverá tentar mitigar algumas das divergências entre os dois chefes de Estado. Numa entrevista à Fox News publicada no domingo, Macron referiu-se a algumas dessas divergências: contestou as novas tarifas que Trump ameaçou impor a partir de 01 de maio, considerando que não se faz “guerra comercial com os aliados”, e apelou a Trump para manter o acordo nuclear iraniano, argumentando que não há “plano B”. Trump prometeu retirar-se do acordo com o Irão até 12 de maio, a não ser que os negociadores norte-americanos e europeus concordem em reparar o que chamou de falhas sérias no documento, enquanto Macron é um dos maiores defensores daquele pacto. Apesar das divergências, Macron disse que tem com Trump uma relação “muito especial”, principalmente porque são políticos “inconformistas” e comprometidos com a luta contra o terrorismo islâmico. E afirmou esperar que a sua visita a Washington “sirva para ressaltar a história comum entre ambos os países”. França é considerada o primeiro aliado dos EUA por ter ajudado o país a conquistar a independência face à Grã-Bretanha. Macron pretende celebrar a aliança de longa data oferecendo a Trump um rebento de carvalho proveniente do local de uma das batalhas que envolveram tropas norte-americanas na I Guerra Mundial, a batalha da floresta de Belleau. Trata-se de um sinal de gratidão pelos sacrifícios que a América fez pela França, mas também pode ser visto como um sinal da preocupação de Macron com o ambiente. As alterações climáticas são aliás outro ponto de discórdia entre Trump e Macron desde que Trump anunciou a intenção de sair do acordo climático de Paris. Momentos depois desse anúncio, Macron publicou um vídeo em inglês em que dizia, numa referência ao slogan de campanha de Trump: “Fazer o nosso planeta grande outra vez!”.


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Curiosidades

O que vamos comer em 2050?

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Prevê-se que num futuro não muito longínquo as alterações climáticas e tecnologia obrigarão a uma grande mudança nos hábitos alimentares. A população não para de crescer e leva à frequente questão de onde se irá arranjar alimento para todos. Para se responder a tal questão, importa não esquecer que as inevitáveis alterações climáticas vão também alterar os recursos que atualmente fornecem produtos alimentares, um problema que terá mais impacto nas zonas onde a população é mais densa, como aponta a especialista Jordi Serra ao La Vanguardia. Prevê-se, por isso, certas alterações que se podem desde já antever. Para começar, o consumo de carne terá obrigatoriamente de diminuir (a sua produção carece de uma quantidade de água e energia que não será garantida daqui a uma décadas). Para se prevenirem, algumas empresas têm vindo a definir estratégias de produção de carne sintética, como é o caso da China, que fechou acordo com uma empresa israelita que produz ‘galinha’ de forma sintética – um negócio que custou 300 milhões de dólares aos empresários chineses. Também a produção de peixe será afetada e investimentos semelhantes estão a ser negociados, por exemplo para a produção de salmão a partir de células vegetais. Mas não só de soluções sintéticas prevê-se depender a alimentação dentro de três décadas, mas também de outras formas, desde que não dependam de terra ou sol, como através de insetos – das soluções mais faladas em análises do género, que serão alimentos não só para os humanos mas também de outros animais. Segundo o responsável pela Reimagine Food, a proteína será ainda conseguida através das próprias casas, onde cada indivíduo terá aparelhos próprios para tal (biorreatores). Outros aparelhos que se aponta como futuramente ‘indispensáveis’ serão os drones que nos trarão as compras a casa e as smartkitchens – em suma, a inteligência artificial irá marcar presença, e quiçá protagonizar, a vida dos seres humanos num futuro em breve.


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Curiosidades

Duelo de irmãos: Como a ordem do nascimento afeta o sucesso e a carreira

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Os filhos primogénitos tendem a ser líderes, CEOS e empresários, e estão mais predispostos a alcançarem o chamado sucesso tradicional. À partida, deteta-se uma tendência da sociedade para associar características de liderança e de sucesso aos filhos mais velhos e de atribuir ao ‘bebé da família’ uma maior rebeldia e sentido de humor. E, apesar da ciência não validar totalmente essas teorias, alguns especialistas consideram que a ordem de nascimento pode ter um efeito duradouro e determinante nos indivíduos, sobretudo nos seus percursos e carreiras profissionais. 1. Os filhos primogénitos estão destinados ao sucesso Os filhos mais velhos ocupam um lugar especial na hierarquia. “Chegam ao mundo como os únicos ‘príncipes’ e herdeiros dos pais”, refere o psicólogo e autor Jeffrey Klugger em declarações à revista norte-americana TIME. “São mais mimados e apaparicados e tendem a crescer com um certo sentido de superioridade, já que são o centro da órbita familiar”. Também estão mais inclinados para assumir posições de liderança. Uma pesquisa realizada em 2007, incidindo num universo de 1,582 CEOS, concluiu que 43% dos inquiridos eram filhos primogénitos. Vale a pena mencionar que Elon Musk, Richard Branson e Jeff Bezos são todos filhos mais velhos. 2. Os filhos do meio são mais altruístas e trabalham melhor em equipa Klugger aponta que a personalidade destes indivíduos não é tão definida. “São um puzzle, tanto podem mostrar uma maior inclinação para ‘imitar’ as atitudes dos irmãos mais velhos como dos mais novos, podem até mostrar na sua personalidade uma mistura comportamental dos dois”. A autora Katrin Schumann afirmou, em declarações à publicação Psychology Today, que os filhos do meio são seres sociais, negociadores hábeis, criativos, inconformados e que sabem trabalhar em equipa. E dá exemplos de famosos: Madonna, Martin Luther King Jr., Charles Darwin ou Abraham Lincoln. 3. Os filhos mais novos reescrevem as regras São os mais novos e os mais pequenos do grupo e, como tal, os que insistem em chamar mais a atenção. “São mais rebeldes, porque querem subverter o sistema e mais cómicos, intuitivos e carismáticos, comparativamente aos outros irmãos. Quando não se consegue exercer influência pela força, aprende-se a desarmar os outros com charme e sobretudo está-se mais atento aos pensamentos, motivações e fraquezas alheias, de modo a se estar sempre um passo à frente”. Os filhos mais novos apresentam uma maior predisposição para praticar desportos de alto risco e no mundo profissional para serem mais empreendedores, homens de negócios destemidos e ousados, refere um estudo realizado pela Universidade da California. E você onde se enquadra?


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Tecnologia

Os seus dados de entrada no Facebook podem ter sido comprometidos

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Não se trata de uma invasão de privacidade mas sim de uma vulnerabilidade nos sites que permitem usar o ‘login’ da rede social. O Facebook confirmou ao TechCrunch que está a investigar a possibilidade dos dados de entrada de alguns dos seus utilizadores terem sido comprometidos por via de ‘trackers’ JavaScript implementados em sites que permitam usar o ‘login’ da rede social. Entre os dados que podem ter sido obtidos por estes trackers encontram-se o nome, endereço de e-mail, faixa etária, género, localização e fotografia de perfil, desconhecendo-se no entanto qual é o objetivo maior com a obtenção destas informações. Em reação, o Facebook afirmou que a prática de reunir dados dos utilizadores do Facebook desta forma “é uma violação direta das políticas” da rede social e admite ter tomado “ação imediata ao suspender a capacidade de ligar Ids de utilizadores para aplicações específicas”.


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Saúde e Lazer

Vegetais crus são a melhor forma de garantir a saúde mental

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As vantagens associadas a uma alimentação rica em frutos e vegetais são mais que conhecidas, mas pouco se fala sobre a forma mais indicada de os consumir. A nível físico, sabe-se que uma alimentação rica em frutos e vegetais ajuda à perda de peso e mantimento de um valor saudável. Propicia também a uma boa saúde a nível do interior, desde o coração ao sangue. Mas há também aspetos positivos a apontar a nível psicológico. O consumo de verduras garante uma sensação de maior felicidade, satisfação e saúde mental – um aspeto menos analisado e que valeu a investigação por parte de um grupo de cientistas universitários da Nova Zelândia que comprovaram que é dos frutos e vegetais crus que mais benefícios se retira, em oposição aos cozinhados, enlatados ou processados. É no estado ‘não modificado’ que tais ingredientes estão no seu auge, já que perdem nutrientes quando cozinhados como comprovam anteriores estudos que revelaram a diminuição de vitamina C e B, bem como destruição de enzimas em vegetais cozinhados. Sabe-se, contudo, que os vegetais cozinhados são preferidos por facilitar o processo de mastigação, além disso, ao cozinhar está a aumentar os antioxidantes a consumir. A importância deste estudo advêm da agora comprovada facilidade com que se pode garantir uma boa saúde a nível mental, livre de risco de depressão.


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Tecnologia

“Ninguém pode estar contra algo que impede a violação da privacidade”

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O presidente do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), Rui Oliveira, afirmou hoje que a privacidade dos cidadãos é “essencial” e que concorda “em absoluto” com as novas regras para proteção de dados. “Ninguém pode estar contra algo que impede a violação da privacidade de alguém”, disse à Lusa o docente da Universidade do Minho, a propósito da 13.ª edição da EuroSys (European Conference on Computer Systems), uma conferência sobre sistemas informáticos que inicia hoje, no Palácio do Freixo (Porto). O novo Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), que entra em vigor em 28 de maio e que resulta da implementação de um regulamento europeu, criado em maio de 2016, obriga a que as instituições e as empresas tomem medidas no que se refere à proteção da privacidade dos cidadãos. Segundo o também presidente da comissão organizadora da EuroSys 2018, embora “toda a gente esteja sensibilizada para o problema e para aquilo que se vai deixar de poder fazer”, ainda não foram encontradas as soluções para o solucionar. Cabe aos cientistas informáticos “a missão e a responsabilidade de desenvolver novas formas de sobrepor isso, sem violar a privacidade das pessoas”, indicou. “Como se consegue servir as pessoas, através de um sistema informático, sem violar a sua privacidade? Como se consegue prestar um serviço sem ter que saber mais do que se deve das pessoas? Ou, então, como se consegue tratar e analisar um conjunto de dados das pessoas, que não se possa ver?”, indagou. O presidente do INESC TEC acredita que isso é possível, embora acarrete “desafios muito grandes”. “Estamos à frente de todo o mundo, ao nível da defesa da privacidade. Os asiáticos estão a aprender connosco, os americanos estão assustados connosco. Espero que isso também nos permita ficar à frente nas soluções, que sejamos nós a encontrá-las”, frisou. Para o docente, além das questões relacionadas com a cibersegurança, também a ‘data science’ – “capacidade de, hoje em dia, se conseguir tratar conjuntos muito grandes de dados para lhes extrair valor, em tempo útil” -, é dos “maiores desafios atuais” nesta área. “Temos informação que é gerada em todo lado, em todos os formatos, e se não tivermos capacidade de analisar essa informação, de a centrar, tirar o lixo para um lado e ficar só com o que vale a pena, extraindo daí valor, estamos a perder um potencial económico muito grande”, referiu. De acordo com Rui Oliveira, sem a análise de grandes conjuntos de dados, a própria cibersegurança está ameaçada. Na EuroSys, orientada para sistemas e ferramentas “já muito perto de virem a ser utilizadas, a curto e médio prazo”, são apresentadas ideias, resultados científicos e testes, que “vão ter impacto na sociedade e na economia”, contou o presidente da comissão organizadora do evento, que envolve o INESC TEC e a Universidade do Minho. “A EuroSys é a maior conferência em sistemas computacionais na Europa e uma das três melhores do mundo”, indicou o professor, salientando que os resultados que figuram no programa do evento “são sempre inovadores, de grande relevância e impacto”. Com cerca de 300 participantes, o evento, que finaliza na quinta-quinta, abordará os sistemas de ‘software’ de investigação e desenvolvimento, ‘hardware’ e aplicações. Nesta edição, apoiada pelas empresas VMWare, Microsoft, RedHat, Facebook, Oracle, NATIXIS, IBM Research, Google, OutSystems e Maxdata, serão apresentados 43 artigos científicos.


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