Author name: Edson Sengo

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Saúde

Sector da saúde faz auto-avaliação: Melhoria da prestação impõe revisão de estratégias

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O sector da saúde necessita de rever as suas estratégias de atendimento e de desenvolvimento do seu quadro do pessoal, de modo a assegurar o reforço da cobertura universal e a oferta de cuidados primários ajustados aos momentos de transição epidemiológica. Segundo tese defendida pela ministra do pelouro, Nazira Abdula, a experiência do dia-a-dia de atendimento nas unidades sanitárias e os resultados da avaliação dos serviços, demonstra que é preciso melhorar a qualidade da atenção prestada ao utente. A ministra, que falava ontem na abertura do Conselho Coordenador do sector, a decorrer na cidade de Tete, destacou os avanços alcançados pelo seu pelouro na componente de expansão do acesso aos cuidados de saúde, no combate a grandes epidemias como a malária, HIV/Sida e tuberculose, bem como no aumento da rede de unidades sanitárias. “O processo de descentralização constitui, em simultâneo, uma oportunidade e um desafio. Temos ainda crianças, adolescentes e jovens, adultos, homens e mulheres que ainda não têm acesso a uma unidade sanitária próxima”, disse a governante. A ministra afirmou que a entrada em funcionamento do quarto hospital central no país levou a que toda a zona norte tivesse mais um hospital de referência com valências especializadas, o que permite reduzir a pressão sobre os hospitais centrais de Nampula, Beira e Maputo. “Reduziu o impacto familiar e económico das transferências, a sobrecarga dos outros hospitais centrais em cerca de 1.200 cirurgias de grande vulto por ano e, acima de tudo, melhorou a qualidade de vida e da saúde das populações”, sublinhou. Abdula disse que o governo reconhece a vacinação como a intervenção de saúde pública mais eficaz, pois antes do tratamento de qualquer que seja a doença, primeiro vem a prevenção. No seu entender, o impacto da vacinação na saúde e na dinâmica da população é inestimável, tendo em conta que as vacinas previnem doenças e oferecem uma boa saúde, contribuem para um desenvolvimento cada vez mais sustentável e para o bem-estar da população. “Por isso, o sector está ciente de que, com a administração de cada vez mais vacinas às nossas crianças, o Governo está a contribuir de forma segura para uma considerável melhoria dos indicadores da saúde infantil”, concluiu.


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Nacional

Em Magude: Professores primários de Maputo pedem fim de turmas ao ar livre

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Professores do ensino primário de oito distritos da província de Maputo pediram na tarde de ontem, em Magude, ao Presidente da República, Filipe Nyusi, o fim de turmas ao ar livre nas escolas, de modo a melhorar o seu desempenho no processo de ensino e aprendizagem. Trata-se de professores dos distritos de Matutuíne, Namaacha, Boane, Moamba, Matola, Marracuene, Manhiça e Magude, que alegam que o funcionamento de aulas ao ar livre está a colocar em causa a qualidade do ensino e aprendizagem. A classe de professores acrescentou que naquelas condições de trabalho o programa pedagógico não se cumpre na totalidade, porque tem havido interrupção de aulas durante o ano lectivo, sempre que ocorrem intempéries. Os docentes reclamaram ainda, junto do Presidente da República, da falta de pessoal de apoio nas escolas primárias, facto que concorre para o mau ambiente de trabalho e que desmotiva, de certa forma, os professores. A falta de políticas ou programas de promoção de habitação ou aquisição de espaços para fixação de residências de professores e/ou a falta destas nas escolas fazem parte da lista das preocupações apresentadas. Outro problema mencionado pelo grupo é relativo à falta de pagamento do subsídio de localização em alguns distritos da província de Maputo. Em forma de resposta, o Presidente da República afirmou que todas as reclamações apresentadas pelos professores foram anotadas e acolhidas, pelo que vão ser analisadas com mais pormenor para se encontrar uma solução equilibrada.


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Nacional

PR avalia execução do PQG 2015/2019: Adversidades condicionaram resposta a algumas preocupações

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As adversidades que marcaram o ciclo de governação prestes a findar condicionaram a implementação do correspondente Plano Quinquenal (2015-2019), acabando por determinar o adiamento de respostas a algumas preocupações populares. O Presidente da República, Filipe Nyusi, em visita de trabalho à província de Maputo, explicou os contornos destes constrangimentos no comício que orientou, ontem, no Posto Administrativo de Panjane, distrito de Magude. Apontou, por exemplo, a conjuntura económica internacional,a retirada do suporte directo ao Orçamento do Estado pelos parceiros de apoio programático,a depreciação do Metical e os fenómenos naturais que se abateram sobre o país em praticamente todos os anos ao longo do quinquénio. Estes factores, segundo o Chefe do Estado, ditaram o desvio dos parcos recursos disponíveis para responder a necessidades imediatas em sectores sociais, entre as quais educação, saúde, justiça e assistência social. “Nós conhecemos as preocupações do país e da província de Maputo em particular, mas houve necessidade de se redefinir prioridades para garantir a alimentação, assistência médica e disponibilização de insumos para impulsionar a produção e a produtividade”, disse. O esclarecimento surgiu em resposta a uma preocupação reiterada da população de Magude, sobre a necessidade de construção de uma ponte sobre o Rio Incomati para a circulação de pessoas, um pedido que já tinha sido apresentado ao Presidente da República, em 2016. Filipe Nyusi disse que esta preocupação não foi esquecida, que uma solução seria apresentada num futuro não muito distante. Afirmou que tal como o problema da população de Magude, há outras preocupações colocadas pelo país fora que ainda não tiveram solução, como consequência destas adversidades. “Nós não esquecemos e não fugimos dos nossos problemas, mas sempre que é necessário redefinimos a nossa forma de actuação para responder todas as questões de uma forma faseada”, referiu Filipe Nyusi, que falava num comício popular em Panjane. Neste local, a população pediu ainda a reabilitação e reconstrução das estradas Magude Sede – Mapulanguene, a atribuição de espaços para habitação de jovens, bem como a elevação da categoria do centro de saúde local. Sobre esta última questão, Nyusi lembrou que, na quarta-feira, o país testemunhou o lançamento da iniciativa “Um distrito, Um hospital”, que prevê a construção de 90 hospitais de referência em igual número de distritos. Magude, segundo referiu, faz parte dos distritos que vão receber dos primeiros 15 hospitais que serão erguidos ao abrigo desta iniciativa, num prazo não superior a 20 meses. Para além do comício popular, o Chefe do Estado visitou ontem uma empresa de produção e multiplicação de gado bovino e orientou uma reunião com professores primários da província de Maputo. A visita prossegue hoje com a deslocação ao distrito de Boane, onde deverá visitar infra-estruturas sociais, económicas, bem como manter encontros com a população. ALCIDES TAMELE


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Tecnologia

WhatsApp é menos seguro do que imagina, dizem investigadores

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 “Porém, tal como mencionámos no passado, nenhum código está imune de vulnerabilidades de segurança”. O uso de encriptação tornou o WhatsApp e a Telegram duas as apps de mensagens mais seguras aos olhos dos utilizadores, uma ideia que um relatório dos investigadores da Symantec vem a desfazer. De acordo com este relatório, está ao alcance de hackers a utilização de apps maliciosas para alterar ficheiros de media trocados através destes serviços. Apesar de o armazenamento interno de media estar salvaguardado do ponto de vista de segurança, o armazenamento externo está mais exposto. Dizem estes investigadores de segurança que, se o utilizador instalar uma app maliciosa previamente, é possível que o hacker consiga manipular o ficheiro livremente. Isto mesmo antes do ficheiro ser acedido pelo utilizador. Apesar dos resultados desta investigação, os investigadores notam que nenhum app está imune deste vulnerabilidades. “Porém, tal como mencionámos no passado, nenhum código está imune de vulnerabilidades de segurança”, pode ler-se no comunicado partilhado pelo The Verge. “O WhatsApp investigou o assunto de perto e é similar a questões anteriores sobre o impacto do ecossistema de apps no armazenamento em dispositivos móveis. Atualmente o WhatsApp segue as melhores práticas atuais providenciadas pelos sistemas operativos para o armazenamento de media e está atento a providenciar atualizações de acordo com o desenvolvimento contínuo do Android”, pode ler-se no comunicado do WhatsApp. Já a Telegram não se pronunciou ainda sobre o assunto.


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Mundo

OMS decreta estado de emergência na RDCongo devido ao Ébola

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O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou hoje o estado de Emergência Internacional na República Democrática do Congo (RDCongo) depois da reunião do Comité de Emergência para avaliar a evolução da epidemia do Ébola. A notícia foi divulgada através da conta de Twitter da organização e aponta as preocupações com a expansão geográfica da doença como fundamento para esta decisão. A decisão foi tomada depois de se confirmar que a doença já tinha chegado a Goma, a cidade mais povoada e estratégica de todas as afetadas até agora, e que está a 20 quilómetros da fronteira com o Ruanda, o que aumenta o risco de uma propagação da epidemia. O comité tem a missão de fazer uma recomendação formal ao diretor-geral da OMS, se é para manter o nível de alerta atual ou se será para elevá-lo, declarando emergência sanitária internacional, face à crise do Ébola, que já provocou 1.676 mortos, registando 12 novos casos a cada dia. Este surto, o segundo mais mortífero na história, é apenas ultrapassado pela epidemia que entre 2014 e 2016 atingiu a África Ocidental e que matou mais de 11.300 pessoas.


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