Milhares de pessoas participaram, na catedral de Rouen, no norte de França, na última homenagem ao padre Jacques Hamel. A cerimónia teve lugar exatamente uma semana depois do assassinato do sacerdote octagenário, na igreja Saint-Etienne-du-Rouvray, na Normandia, pela mão de dois “jihadistas” que disseram atuar em nome dos extremistas do autoproclamado Estado Islâmico.
O arcebispo de Rouen, que conduziu a homilia, saudou a participação de fiéis de outras confissões religiosas, nomeadamente da comunidade judaica e muçulmana.
Uma participante explica que não é “católica, nem religiosa”, é “ateia”, mas decidiu marcar presença “num ato de rebelião contra o terrorismo”.
Outro frisa que “é importante estar aqui, como cidadão muçulmano”, para “mostrar união com os fiéis e os compatriotas, num momento de comunhão”.
Outra ainda afirma que conhecia “um pouco o padre”, da época “em que vivia em Saint-Etienne-du-Rouvray”, e diz sentir-se “muito tocada por este ato inaceitável contra alguém que apenas fazia bem aos outros”.
As obséquias decorreram debaixo de fortes medidas de segurança e contaram com a presença do ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, e do presidente do Conselho Constitucional, Laurent Fabius.
Os sul-africanos já estão a votar para as eleições municipais. Dia 1 e 2 são os dias reservados ao voto especial. Duzentos partidos estão na disputa, com destaque para três principais forças: o Congresso Nacional Africano (ANC), e os opositores Aliança Democrática (AD) e Combatentes pela Liberdade Económica (EFF). Para estas eleições estão registados mais de 26,3 milhões de cidadãos. O jornalista Emmanuel Langa está na África do sul.
O Estado de Nova Iorque vai proibir o uso do jogo de telemóvel Pokemon Go a cerca de 3000 condenados por delitos sexuais que se encontram em liberdade condicional. Segundo as autoridades, que já apelaram à ajuda da empresa que desenvolveu a popular aplicação, o objetivo da medida é garantir a segurança das crianças que jogam na rua à procura das personagens virtuais, por receio de que os pedófilos se aproveitem da situação.
A ChinaFile, uma revista digital norte-americana do Centro de Relações Estados Unidos- Rússia, parte da Organização Não Governamental Asian Society, diz que Angola é o país africano que mais tem beneficiado dos empréstimos concedidos pela República Popular da China nos últimos 16 anos.
Luanda terá recebido, de acordo com uma investigação levada a cabo pela publicação digital, mais de 10 mil milhões de euros, em particular nos setores dos transportes, com 20%, e a produção e abastecimento de energia, com 18%.
No entanto, a sociedade civil, diz a ChinaFile, citada pela agência Lusa, recebeu apenas, em 16 anos, cerca de 600 milhões de euros.
A China consolidou-se como um dos principais investidores do mercado Angolano depois do fim da guerra civil naquele país africano, em 2002, impondo-se a investidores tradicionais como Portugal, o Brasil, a França e os Estados Unidos.
Os investimentos chineses podem ser encontrados em setores considerados fundamentais para o desenvolvimento económico do país, desde as estradas aos caminhos de ferro e pontes e viadutos.
Por outro lado, a China afirmou-se como o principal importador do petróleo produzido no mundo e em Angola, matéria essencial para a economia do país. Pequim obteve ainda, segundo a publicação ChinaFile, condições favoráveis para a exploração de minérios em Angola.
Vivem, em todo o continente Africano, cerca de 1 milhão de chineses, 250 mil dos quais em Angola, um dos países com a maior concentração de pessoas oriundas do país asiático no região.
Outros dos países que mais beneficiaram dos empréstimos chineses encontram-se o Sudão, o Gana e a Etiópia. Desde o ano 2000, África terá recebido da China pelo menos 90 mil milhões de euros, um valor que rivaliza com os montantes investidos pela primeira economia do planeta, os Estados Unidos, que investiu 94,5 milhões de euros.
Os Estados Unidos levaram a cabo, esta segunda feira, ataques aéreos contra o grupo jihadista do Estado Islâmico na Líbia.
Os ataques visaram a zona norte de Sirte, cidade entre Tripoli e Bengazi e que se tornou um bastião do Daesh, a pedido, pela primeira vez, do governo de Unidade Nacional líbio, apoiado pelas Nações Unidas.
Três governos concorrem actualmente pelo controlo da Líbia, mesmo que só o Governo de Unidade Nacional detenha poder efectivo, sendo apoiado por facções armadas e instituições de importância, como as Nações Unidas.
Contudo, o controlo de grandes áreas do país é diminuto ou mesmo inexistente, com maior relevo para o leste, onde o líder não oficial, general Khalifa Haftar, comanda as tropas remanescentes do exército de Khadafi.
A ameaça jihadista em Sirte, cidade natal de Muhammar Khadafi, traduz-se no território sob controlo jihadista mais próximo da Europa.
O Governo de Unidade Nacional tem como prioridade derrubar o Daesh em Sirte desde maio, com forças aliadas, mas têm faltado meios.
O primeiro ministro líbio, Fayez Seraj, declarou oficialmente, após esta ofensiva aérea da coligação: “Os primeiros ataques aéreos foram feitos hoje em localizações específicas de Sirte e causaram baixas sérias nas fileiras inimigas. As nossas forças puderam recuperar com sucesso algumas posições importantes e estratégicas.”
O porta-voz do Pentágono esclareceu que são ataques de precisão em coordenação com as forças líbias e que as operações se repetirão. Confirmou que os ataques aprovados por Barack Obama pretendem eliminar um porto seguro na Líbia para o Daesh, de onde poderia lançar ataques visando os americanos e os aliados : “Estes ataques foram autorizados pelo Presidente seguindo uma recomendação do Secretário Carter e do Chefe de Estado-Maior Dunford. São consistentes com a nossa abordagem de combate ao Estado Islâmico ao trabalhar com parceiros locais capazes e motivados.”
Os Estados Unidos realizaram ataques aéreos em novembro e fevereiro, mas, segundo Cook, estes são particularmente precisos para minimizar baixas civis e em locais onde o governo provisório libio não consiga aceder.
O Daesh, que tomou a cidade no ano passado e a tornou na mais importante base que detém fora da Síria e do Iraque, ainda detém locais estratégicos de Sirte, incluindo a universidade, hospital central e uma sala de conferências onde se crê estarem armazenadas larga quantidade de munições e provisões.