EM nossa casa mandaremos nós! Já o tínhamos dito ontem. E, ao que tudo indica, a nossa profecia começou a ser realidade logo no início da sétima edição dos Jogos Desportivos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa: mandámos pelo magnífico espectáculo desportivo e cultural que caracterizou a cerimónia de abertura e mandámos no desafio de basquetebol que marcou o arranque da competição.
Com o pavilhão do Maxaquene a festejar de forma rija, a nossa selecção da bola-ao-cesto derrotou Portugal por 70-60, uma diferença de 10 pontos que espelham claramente a supremacia da turma moçambicana, que comandou o marcador do princípio até ao fim. Foi um triunfo verdadeiramente em grande e prometedor para Moçambique, não somente nesta modalidade como também em todas as outras, se tivermos em linha de conta que a meta é o maior número possível de medalhas e, sobretudo, atingir os lugares do pódio na classificação final.
Com as restantes selecções a actuar hoje, espera-se que a força motivadora dos jovens basquetebolistas se faça sentir em todos os campos e para onde o público é chamado a marcar presença em massa, até porque os estudantes se encontram em gozo de férias escolares. Pois, de manhã e à tarde teremos jogos em diferentes recintos, com o andebol a defrontar S. Tomé e Príncipe, às 15.30 horas, no pavilhão do Desportivo; o futebol a jogar com Portugal, no campo do 1º de Maio (11.00); voleibol diante de S. Tomé e Príncipe, na Praia da Miramar, em masculinos e femininos (9.30); e ténis, nos “courts” do Jardim Tunduru, a enfrentar Timor-Leste, em masculinos (10.00).
Na cerimónia de abertura, e precedido pelas intervenções da Governadora da Cidade de Maputo, Lucília Hama, e do Ministro da Juventude e Desportos, Pedrito Caetano, o Presidente da República, Armando Guebuza, afirmou que este evento tem como condão reforçar o sentimento comunitário entre os cidadãos da CPLP, dando consistência e viabilidade ao encontro e diálogo entre culturas, à partilha de valores, ao convívio entre os cidadãos destes países e ao reforço dos valores olímpicos e desportivos universais.
Na óptica do Chefe do Estado moçambicano, o desporto constitui um vector de aprendizagem das regras da vida em sociedade: facilita a adopção de valores como a consideração devida a outros cidadãos, a solidariedade, o sentido da disciplina colectiva e de vida em grupo, bem como o respeito pelas regras e pelas leis. “Tem ainda o condão de transfigurar o antagonismo em competição sã; de substituir o confronto pelo encontro, envolto de um manto de “fair-play; e de quebrar as barreiras impostas pela língua, pelos preconceitos e pelos estigmas”, referiu Armando Guebuza.