UM piloto russo, desaparecido desde terça-feira, foi espancado juntamente com três comandantes rebeldes em Darfur, quando o helicóptero das Nações Unidas em que seguiam aterrou num lugar errado da instável região sudanesa, noticiou ontem a agência LUSA, citando fonte da ONU.
O porta-voz das Nações Unidas, Martin Nesirky, é citado a dizer que o piloto e os comandantes "foram espancados no local", quando o helicóptero em que seguiam pousou numa área tribal de maioria árabe no Sudão Ocidental.
Nesirky explicou que o piloto russo continua "desaparecido" e que a ONU está a tentar identificar os responsáveis pelas agressões.
Os tripulantes e os passageiros, todos, menos o piloto, foram levados para um acampamento militar e estão em segurança, precisou o porta-voz.
O helicóptero de manutenção da missão de paz das Nações Unidas e da União Africana transportava três líderes rebeldes para negociações de paz na região.
Na terça-feira, o MNE da Rússia anunciou que o helicóptero em questão tinha sido capturado por rebeldes no Darfur. No entanto, os “capacetes azuis” desmentiram as informações de Moscovo, tendo assegurado, por sua vez, que nenhum helicóptero ao serviço da ONU havia sido capturado, embora faltasse um piloto.
O Darfur, região do oeste do Sudão, é palco há sete anos de uma guerra civil complexa, da qual já resultaram 300 mil mortos e 2,7 milhões de pessoas deslocadas, segundo estimativas das Nações Unidas. O Governo de Cartum apenas admite a existência de 10 mil mortos.