"Está confirmado. Não há sobreviventes", assegurou à agência, por telefone, o porta-voz da Autoridade Municipal de Islamabad, Ramzan Sajid.
O avião, um Airbus A-321 da companhia Airblue, a segunda maior do Paquistão, partiu às 07.50 horas locais (04h50 em Maputo) da cidade de Carachi com destino a Islamabad e caiu nas colinas de Margala, a norte da capital paquistanesa.
"Ninguém sobreviveu. É tão brutal que se torna difícil imaginar. O avião chocou contra uma colina. Esperamos poder identificar os restos mortais", disse à agência Efe o subinspetor-geral de Polícia de Islamabad, Bin Yamin.
Numa primeira informação, os órgãos de Imprensa tinham dito que os serviços de ajuda haviam resgatado, em estado crítico, cinco ou seis pessoas. Sajid revelou, no entanto, que as primeiras equipas de resgate ouviram pedidos de ajuda, que depois cessaram.
Ontem à tarde ainda havia contradição sobre o número definitivo de vítimas, porque pelo menos 12 pessoas que compraram bilhetes não embarcaram no voo, de acordo com o canal paquistanês "Geo TV". Segundo as autoridades paquistanesas, morreram os 152 ocupantes do avião – 144 passageiros e oito tripulantes –, embora uma fonte da Polícia tenha dito que possui uma lista de 149 vítimas.
A causa do acidente não é ainda conhecida, mas a companhia aérea, Airblue, emitiu um comunicado a dizer que está a investigar "as circunstâncias exactas da tragédia" e prometeu "apresentar" conclusões o mais breve possível.
A companhia afirmou que as condições de voo eram de "denso nevoeiro" e "mau tempo" quando a aeronave caiutripulada, segundo a TV Geo, por um piloto de 65 anos que se tinha aposentado tempo antes de ser recrutado pela companhia aérea estatal paquistanesa.
"A colina é muito alta e o tempo era mau. Parece que o avião perdeu o contacto com a torre de controlo e não conseguiu encontrar a pista", opinou Yamin à agência EFE.
Pelo menos 25 guardas florestais destacados na zona conseguiram chegar ao local da queda do aparelho 20 ou 25 minutos depois do acidente, iniciando de imediato as operações de resgate, afirmou Sajid, citado pela agência espanhola.
A eles juntaram-se mais tarde uma equipa de resgate da Autoridade de Gestão de Desastres e soldados do Exército paquistanês, que solicitou três helicópteros para transportar as vítimas. "É difícil o acesso ao local, entre dois e três quilómetros no interior de uma área de floresta", manifestou Sajid, acrescentando que as operações de resgate continuarão "com helicópteros ou manualmente, enquanto conseguirem".
Em comunicado, o Primeiro-Ministro paquistanês, Yousef Raza Guilani, anunciou que vai sobrevoar a área do acidente com vários chefes de Governos provinciais para ter uma "visão aérea" do sucedido.