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A UNIÃO Africana (UA) não vai mudar o mandato da sua missão de paz na Somália, o que permitiria avançar para a ofensiva contra a milícia al-Shabaab, alegadamente devido a implicações que tal decisão exigiria em termos de recursos financeiros. Falando a jornalistas no final da cimeira de Kampala, o presidente da Comissão da União Africana (CUA), Jean Ping, disse que a medida acarretaria custos que África não poderia suportar.
Nos termos do actual mandato, as forças da UA que se encontram na Somália não podem realizar ofensivas contra os insurrectos que tentam derrubar o Governo somali, limitando-se apenas a auto-defesa. Durante a cimeira muitos países, com o Uganda à cabeça, defenderam a mudança do mandato para que a missão da UA passe a perseguir a milícia.
Jean Ping disse na conferência de Imprensa que uma tal decisão implicaria custos para a organização, cujo contingente deverá passar dos actuais seis mil homens para oito mil. A permanência do contingente é suportada pela União Europeia. Segundo Jean Ping, a missão precisaria de novos equipamentos, numa altura em que a organização elevou os custos da sua presença, com o aumento dos salários dos homens que se encontram no terreno e pretende aumentar o número de efectivos.
No entanto, Ping admitiu estar em curso uma discussão sobre o assunto. No entanto, a Imprensa local indicava ontem que a decisão da União Africana de manter o actual mandato é resultado de uma pressão exercida pelas Nações Unidas.
Na Somália, novos combates eclodiram na terça-feira, com fontes hospitalares, em Mogadíscio, a capital a referirem que dez pessoas foram mortas e mais de 30 ficaram feridas durante combates e bombardeamentos entre a força aliada UA/Governo e os grupos rebeldes Hezb-ul-Islam e al-Shabaab.
Estes combates são os primeiros após a decisão da UA de enviar mais soldados de manutenção da paz para a Somália.
A força internacional de paz na Somália é composta actualmente por pouco mais de 6000 homens, na sua maioria do Uganda e do Burundi.
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