O PROJECTO de construção de uma central termoeléctrica ligada à exploração de carvão mineral em Benga, na província de Tete, entrou na fase de negociação com potenciais consumidores de energia, segundo informações divulgadas semana passada em Maputo. As negociações estão bastante avançadas, prevendo-se que estejam concluídas o mais tardar até Outubro próximo.
A companhia australiana Riversdale, concessionária das minas de Benga, diz ter concluído os estudos que confirmam a viabilidade económica e ambiental do projecto da central térmica, cujo valor inicial está orçado em 1,3 milhão de dólares norte-americanos.
Os dados avançados por uma fonte sénior da Riversdale indicam que, numa primeira fase, espera-se que a central térmica de Benga produza 500 mW de energia usando como matéria-prima cerca de 1,3 milhão de toneladas de carvão, devendo aumentar a capacidade até 2014, quando a mesma estiver a funcionar em pleno.
Deverá ser nesse período em que esta geradora de corrente eléctrica interligada à rede nacional de energia, para garantir o melhoramento da qualidade de corrente eléctrica fornecida.
As negociações com os futuros consumidores de energia de Benga arrancaram depois que a companhia australiana recebeu, no ano passado, o aval do Governo moçambicano para iniciar a busca de parceiros para a implementação do projecto de instalação da central que deverá assegurar o aproveitamento do carvão mineral não exportável.
Fonte governamental moçambicana considerou que a entrada em funcionamento da central de Benga vai contribuir para o aumento da produção de energia no país, o que exigirá mais empenho do Executivo na busca de investidores que queiram desenvolver indústrias cujo funcionamento depende de energia.
“Teremos que trabalhar mais para atrair indústrias que vão impulsionar o desenvolvimento da vida dos cidadãos, através da abertura de mais postos de emprego”, considera fonte do Governo.
Em termos de produção de carvão, espera-se que sejam extraídas, em Benga, quantidades que variam entre dois e quatro milhões de toneladas, devendo ir aumentando até se atingir o pico.
A fonte da Riversdale indicou que os planos actuais passam pela elevação das quantidades até 22 milhões de toneladas.
“Vamos avançar para um estudo de viabilidade completo em Dezembro. Em termos de qualidade temos testes que estão a ser feitos na Austrália. As indicações preliminares apontam que temos carvão de coque de altíssima qualidade”, garantiu a fonte da Riversdale.