
O BANCO Nacional de Investimentos (BNI), cuja escritura pública
foi rubricada ontem em Maputo, vai arrancar com as suas
operações em Julho próximo, e destina-se a
financiamento de grandes projectos de infra-estruturas, devendo iniciar
as suas actividades com as construções da linha de
transporte de energia Tete - Maputo e da estrada Maputo-Ka Tembe-Ponta
d’Ouro.
O novo
empreendimento bancário terá sede na cidade de Maputo e
com um capital social de quinhentos milhões de dólares
Americanos, repartidos em 49,5 porcento para o Estado
moçambicano e a Caixa Geral de Depósitos,
respectivamente, e o restante 1 porcento para o Banco Comercial e de
Investimentos (BCI).
Os órgãos sociais do BNI
serão constituídos dentro de aproximadamente um
mês, depois do que serão definidos os passos concretos a
serem seguidos pelo banco, embora o Ministro moçambicano das
Finanças, Manuel Chang, já tenha avançado em
conferência de Imprensa que a instituição é
um importante instrumento para a materialização das
parcerias comerciais entre os empresariados do nosso país e
Portugal.
Acrescentou que tais parcerias contribuem para o
crescimento das relações comerciais entre os agentes
económicos moçambicanos e lusos e do volume das
exportações entre ambos os países.
Chang
assegurou que é desejo do Governo que as fases
necessárias para o início do funcionamento do banco sejam
implementadas com a necessária celeridade para que tão
cedo quanto possível “possamos ver os projectos
financiados”, cujos montantes não foram divulgados.
“
Da parte moçambicana tudo faremos para que os demais actos
formais ainda necessários sejam concluídos sem
delongas” – sublinhou.
No ano passado foram
rubricados entre Moçambique e Portugal quatro linhas de
financiamento, sendo três de crédito concessional.
O
Ministro das Finanças de Portugal, Teixeira dos Santos, em
visita de trabalho a Maputo, deixou claro no acto da escritura
pública do BNI que a constituição desta sociedade
luso-moçambicana justifica-se sobretudo “pelo facto de
estarmos perante um país que tem revelado um progresso
assinalável reconhecido a nível internacional, que tem
revelado nos últimos anos taxas de crescimento muito
significativas em média superiores a sete porcento ao ano, o que
é de facto indicador de ser uma economia dinâmica na qual
faz todo o sentido a existência de uma instituição
financeira desta natureza.
Assinaram a escritura António
Fernando Laíce, director nacional do Tesouro, representando o
Estado de Moçambique, Francisco Bandeira, Vice- Presidente da
Caixa Geral de Depósitos, e Ibraimo Ibraimo, presidente da
Comissão Executiva do Banco Comercial e de Investimentos.