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A ALEMANHA vai consumir mandioca produzida no distrito de
Ribáuè, em Nampula. Para tal vai iniciar brevemente a
exportação da mandioca para aquele país europeu,
onde o tubérculo será processado e, ao mesmo tempo,
extraído o respectivo óleo que serve de
matéria-prima para a produção de insecticidas e
lubrificantes para diversos equipamentos e meios circulantes, com maior
enfoque para automóveis, segundo revelou há dias ao nosso
Jornal o administrador distrital, David Joel.
David Joel disse que peritos de várias nacionalidades
trabalhando em empresas alemãs estiveram recentemente no seu
distrito a recolher dados relativos ao potencial existente na
produção de mandioca em grande escala, interesse
satisfeito, sabido que Ribáuè produz aquele
tubérculo durante todo o ano, o que é favorecido, em
grande medida, pelas condições climatéricas
naturais propícias para o efeito.
A mandioca constitui a
primeira cultura praticada pelas populações da
região e com maiores índices de rendimento seguida de
cereais como o milho.
A materialização da
pretensão de exportar mandioca em bruto para a Alemanha, que
até à década de 60 constituía um
negócio regular entre o nosso país e o Brasil, vai
estimular o produtor de Ribáuè, aumentando as
áreas de cultivo com vista a incrementar os volumes da colheita.
David
Joel acredita que a iniciativa vai trazer para o distrito recursos que
possam conduzir à concretização das
intenções do seu executivo no tocante à
construção e reabilitação de mais represas
para fazer maior aproveitamento das águas dos vários rios
e lagoas que aquela região montanhosa do interior de Nampula
possui para a irrigação dos campos agrícolas.
As
represas que poderão ser construídas vão
também contribuir sobremaneira para o aumento dos níveis
actuais de cobertura de abastecimento de água que agora cobre
cerca de 51 porcento das populações num universo de cerca
de 229 mil habitantes.
O administrador de Ribáuè
destacou que a intenção de exportar mandioca para a
Alemanha acontece numa altura em que o distrito acaba de fazer o
arrolamento das suas principais potencialidades agrícolas, nas
quais consta aquele tubérculo, o milho e hortícolas,
incluindo a produção de água mineral.
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